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Mundo

Carne-seca precisa ficar em casa

UE quer impedir a propagação de epidemias animais proibindo a entrada de carnes e laticínios na bagagem de viajantes.

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UE vai fechar fronteiras para carnes e laticínios

Dificilmente um brasileiro retorna das férias no Brasil, ou vem visitar um familiar que viva na Europa, sem trazer na bagagem um pacote de carne-seca para conceder aquele gosto especial à próxima feijoada preparada em terras longínquas. E os alemães que viajam para o exterior gostam de trazer queijos ou embutidos típicos para prolongar em casa a sensação de férias.

A partir de 2003, a maioria dos viajantes para um dos países da União Européia terá de renunciar a esses apreciados costumes. A partir de 1º de janeiro de 2003, as fronteiras da comunidade estarão fechadas para todos os produtos derivados de carne e leite. Até agora, esses produtos de consumo privado não constavam da lista de importações proibidas.

Medida preventiva com exceções

Beate Gminder, porta-voz da Comissão Européia, o órgão executivo da comunidade de quinze, justifica a medida: "Nós tememos que, com esses produtos, sejam introduzidas epidemias no continente, por exemplo a febre aftosa. Tanto o Conselho Europeu como o Parlamento Europeu queriam excluir o risco de que viajantes trouxessem agentes infecciosos em sua bagagem".

As novas medidas não atingem os países que tenham os mesmos padrões de higiene da UE, ou seja, os países da Europa Ocidental que não pertencem à comunidade, bem como os países que vão ingressar em 2004.

Viajantes de outros lugares que quiserem trazer um produto dessa espécie na bagagem precisarão de um atestado das autoridades sanitárias de seu país. Serão feitas exceções apenas no caso de produtos alimentares para bebês e de alimentos especiais para doentes.

Informação para turistas

A UE não está poupando esforços e custos para divulgar as novas medidas, afirma Beate Gminder. Grandes cartazes, com dizeres em 30 línguas, serão afixados nos aeroportos — tanto na Alemanha quanto no exterior —, para prevenir os viajantes. Aliás, quem viaja para os Estados Unidos, por exemplo, já está acostumado a regras mais rigorosas ainda, lembra a porta-voz.