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Alemanha

Carne de boi alemã para matar fome na Coréia do Norte

Distribuição da carne será controlada por funcionários da GTZ. Ajuda havia sido prometida no primeiro semestre, quando casos de vaca louca surgiram na Alemanha e consumo de carne bovina despencara no país.

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Carne doada passou por testes na Alemanha antes de ser congelada

Só agora chegou à Coréia do Norte a primeira remessa de carne alemã para a população faminta: um navio com carregamento de 6 mil toneladas. A decisão de conceder ajuda humanitária data já de vários meses, da época em que o mercado europeu estava abalado pela crise da vaca louca. Um programa de emergência, portanto, favorável para os dois lados.

Os próprios norte-coreanos adiaram a entrega por falta de capacidade de refrigeração do produto nos meses de verão. Nesse meio tempo, o preço da carne bovina voltou a subir no mercado alemão, o que tornou menos atraente para os pecuaristas o fornecimento para a Coréia do Norte. A remessa total não atingirá a quantidade de 30 mil toneladas, inicialmente prevista.

Controle — A distribuição dos 240 mil pacotes de 25 quilos ficará a cargo dos coreanos. Para evitar, porém, que os pacotes desapareçam nas casernas, como se teme, oito funcionários da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) controlarão a distribuição. A Alemanha só enviará dois novos carregamentos quando houver certeza de que a carne chegou de fato às bocas dos necessitados.

A Coréia do Norte é alvo da maior ajuda internacional de todos os tempos. O país está recebendo este ano um milhão e meio de toneladas de arroz, milho e trigo, para evitar que novamente centenas de milhares morram de fome.

O fornecimento de carne bovina tem para a Alemanha também motivação política, embora o embaixador em Pyongyang, Klaus-Peter Wörner, admita que "seria esperar demais que isso baste para levar a Coréia do Norte a mudar fundamentalmente sua política".