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Economia

Carnaval movimenta bilhões de euros na Alemanha

Grandes eventos como o carnaval são um importante negócio. A folia popular garante inúmeros empregos e 3 mil empresas na Alemanha, com um faturamento anual de cerca de 4 bilhões de euros.

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A folia envolve grandes interesses econômicos

Um verdadeiro folião não é mão fechada. Quem quer se divertir no Carnaval da região da Renânia, em cidades como Colônia, Bonn, Düsseldorf ou Mainz, está disposto a gastar com viagem, hotel, fantasia, penteados e cerveja, na "fase quente" do Carnaval, que começa na Quinta-feira das Mulheres e termina na terça-feira seguinte.

6 mil associações carnavalescas - A rigor, na Renânia tudo começa bem antes, pois o "grito de carnaval" é no dia 11 de novembro, às 11 horas e 11 minutos. A partir daí, as sociedades carnavalescas – elas são 6 mil na Alemanha, com 2,7 milhões de filiados - começam a reunir-se para festejar, e esse período até o Carnaval propriamente dito, é chamado de "a quinta estação do ano".

Cerca de 3 mil empresas participam dos negócios envolvendo atividades carnavalescas, segundo a Liga Alemã do Carnaval. O faturamento em todo o país aproxima-se dos 4 bilhões de euros. Em 2001 foram 7,82 bilhões de marcos (US$ 3,5 bilhões).

"O Carnaval garante mais ou menos 8.000 empregos, e não se trata apenas de costureiras e alfaiates para fazer as fantasias e as firmas que fabricam as condecorações do Carnaval", afirma Franz Wolf, o presidente da liga. As chamadas condecorações, Orden, não são medalhas e sim plaquetas coloridas, algumas até luxuosas, com figuras alusivas à sociedade carnavalesca ou ao título conferido ao folião, algo imprescindível para se pendurar no pescoço no Carnaval da Renânia.

Há 60 empresas que fabricam essas condecorações e faturam 20 milhões de euros por ano. Somente em Colônia, a cidade da catedral e uma das mais animadas, o comitê organizador dos desfiles calcula em 350 milhões de euros o faturamento dos diversos negócios. Düsseldorf, a capital do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, espera faturar 200 milhões de euros.

Ricos uniformes para príncipes e oficiais - As sociedades carnavalescas têm pomposos uniformes, pois o carnaval na Renânia está intrinsecamente ligado à sátira e à gozação do militarismo prussiano e dos invasores franceses. Quando seus músicos e "oficiais" desfilam a pé, a cavalo ou nos carros alegóricos, na Segunda-feira das Rosas, Rosenmontag, alegram-se principalmente os fabricantes de uniformes, chapéus e máscaras. A fantasia do príncipe do carnaval, por exemplo, que para um verdadeiro folião é tão importante como o vestido de noiva para uma moça, custa, completo, entre 4 mil e 6 mil euros.

Músicos e artistas - Não apenas nas ruas se festeja o carnaval: todos os grandes locais de festas e reuniões são alugados desde novembro. A Liga Alemã do Carnaval contou, nesta última temporada, 26 mil festas em locais fechados, com mais de 6,5 milhões de convidados, que pagam entrada, naturalmente. A programação para divertir a platéia não inclui apenas grupos de música e dança, mas também os célebres Büttenredner, oradores que tiram o sarro dos políticos e tudo o que acontece no país, humoristas que às vezes falam em versos e rimas, mas que sempre arrancam gargalhadas. Mais de 60 agências de artistas e centenas de funcionários garantem que ninguém se aborreça nas festas de salão.

Cerveja não pode faltar - E não se pode esquecer, entre as atividades econômicas do carnaval, o papel das cervejarias. O consumo de cerveja, nas cidadelas carnavalescas é três vezes superior ao do resto do ano. Os foliões em Colônia bateram um recorde memorável no ano passado: beberam 30 milhões de copos de cerveja e afirmam que, dessa forma, superaram o consumo da Oktoberfest, de Munique.