Cardozo diz que ″não houve culpa nem dolo″ por parte de Dilma | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 01.07.2016
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Brasil

Cardozo diz que "não houve culpa nem dolo" por parte de Dilma

Advogado da presidente afastada afirma ter provas suficientes para inocentá-la no julgamento do impeachment e diz confiar na decisão do Senado. Mas se Dilma for impedida, defesa vai recorrer ao STF, garante Cardozo.

O advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, convocou uma entrevista coletiva no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira (30/06) e disse que reuniu provas suficientes para inocentar a petista no julgamento do impeachment. "Acho que vamos ganhar no Senado", declarou.

Para Cardozo, a conclusão da perícia pedida pela defesa – divulgada no início da semana – derruba as acusações contra Dilma. "Não temos denúncias sérias. Portanto, em condições jurídicas normais, é caso de absolvição sumária. Um golpe ficará confirmado se a condenação acontecer", disse ele.

O advogado leu ainda trechos do parecer, que segundo ele "prova que não houve culpa nem dolo" da presidente. O laudo expressa que não foram identificados atos que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para os atrasos nos pagamentos aos bancos públicos, as chamadas pedaladas fiscais.

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O passo a passo do impeachment

No entanto, a perícia concluiu que três dos quatro decretos de crédito suplementar assinados por Dilma eram irregulares, pois foram editados sem aval do Congresso e tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal. Para Cardozo, porém, "a perícia não aponta se há crime ou não".

O ex-advogado-geral da União também disse que anexou ao processo de impeachment a entrevista da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) à Rádio Itatiaia, em que ela afirma que Dilma não foi afastada por conta das operações de crédito, mas sim porque deixou o "país parado".

"Na minha tese, não houve pedalada. Eu estudo isso, faço parte da Comissão de Orçamento. O que teve foi um país paralisado, sem direção e sem nenhuma base para administrar", disse a senadora.

Cardozo afirmou que, apesar de o processo de impeachment se tratar de um julgamento "jurídico-político", confia na decisão do Senado. "Acredito que a grande maioria dos senadores são pessoas que têm a razoabilidade como parâmetro da ação política", declarou.

Por fim, o advogado não negou a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso o impeachment seja aprovado no Senado, o que acarretaria no afastamento definitivo de Dilma. "Seria péssimo para o país", afirmou ele, mas se trata de uma "luta pela democracia".

"Quando se luta pela causa certa, nunca se perde a guerra antes da hora. A população nunca perdoaria a presidente por jogar a toalha antes da hora. Só se joga a toalha quando se perde, e há muita questão a ser colocada", alertou Cardozo.

Segundo cronograma aprovado pela comissão especial do impeachment no início deste mês, o julgamento final do processo de impedimento da presidente deve ocorrer até o fim de agosto.

EK/abr/efe/ots

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