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Mundo

Capitão de balsa naufragada é condenado à prisão perpétua na Coreia do Sul

Corte de apelação revisa condenação anterior, de 36 anos de prisão. Lee Joon-seok é considerado culpado da acusação de homicídio no naufrágio da balsa Sewol, na Coreia do Sul. Incidente deixou 304 mortos há um ano.

O capitão da balsa sul-coreana Sewol, Lee Joon-seok, de 69 anos, cujo naufrágio deixou 304 mortos há um ano, foi condenado à prisão perpétua por uma corte de apelação nesta terça-feira (28/04).

Em sua decisão, o tribunal da cidade de Gwangju declarou Lee culpado de homicídio por descumprir deliberadamente suas responsabilidades como capitão durante o naufrágio.

A sentença destaca que o capitão se mostrou passivo durante momentos cruciais, já que não deu ordem de evacuação da embarcação quando o deveria ter feito e não efetuou esforços para resgatar os passageiros.

A sentença anterior era de 36 anos de prisão por negligência. Promotores haviam pedido a revisão do caso por não concordarem com a sentença anterior. Eles haviam defendido a condenação por homicídio e não por negligência e pediram pena de morte para o capitão.

A defesa também havia apelado da decisão em primeira instância, tentando aliviar a pena, mas o tribunal de apelação rejeitou a queixa.

A balsa Sewol transportava 476 pessoas quando naufragou perto da ilha de Jindo, em 16 de abril de 2014. Dos 304 mortos, 250 eram estudantes de uma mesma escola. A tragédia chocou e enfureceu o país quando se tornou claro que ela fora causada por erros humanos.

Mesmo a condenação à prisão perpétua não satisfez alguns familiares das vítimas. "Qual a diferença entre 36 anos e perpétua para um homem velho. Ele deveria ter sido condenado à morte", afirmou a mãe de um dos estudantes à agência de notícias AFP.

AS/lusa/afp/rtr

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