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Jogos Olímpicos

Canoístas vencem com tática da ex-Alemanha Oriental

Em nove das doze categorias da canoagem, alemães chegam às competições finais na Olimpíada. Caiaque quádruplo é destaque em Atenas. Receita do sucesso é a "escola da Alemanha Oriental".

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Birgit Fischer já ganhou sete medalhas em Olimpíadas

Com a "velha tática da RDA" (ex-Alemanha Oriental), Birgit Fischer, recordista em vitórias olímpicas, conseguiu abrir uma considerável vantagem sobre a concorrência no caiaque quádruplo. Logo na abertura da regata olímpica em Schinias, ela derrotou as húngaras, favoritas ao título, e coroou a bem-sucedida atuação da frota alemã no início das competições nessa modalidade: em cinco das seis categorias da canoagem, os alemães passaram diretamente para a disputa de medalhas e obtiveram três vitórias preliminares.

Boa largada

"Isso foi a velha escola da RDA. Eles logo mostraram quem é o dono da casa", disse o técnico Josef Capousek, referindo-se à principal canoa, que disputa sua segunda regata, depois da copa mundial de Racice. "Se as mulheres têm chances de conquistar ouro, então no quádruplo", acrescentou Capousek, que, como Birgit Fischer, disputa sua sexta Olimpíada. "Só havia duas possibilidades: entregar tudo de presente aos adversários ou tentar ganhar. Atacamos e logo conseguimos a vitória", disse Fischer.

Vento não é problema

Uma das preocupações de Birgit Fischer, no momento, é o estado de saúde de sua colega de equipe, Carolin Leonhardt (19), de Mannheim, que há três dias sente dores no pescoço e toma antibióticos. Disfarçando as dores, Carolin disse que sua estréia na Olimpíada foi de arrepiar.

Fischer, que já ganhou sete medalhas de ouro em Olimpíadas, quer levar também o caiaque duplo à final. Segundo ela, o vento forte não prejudica a equipe. "Adoro vento. O importante é que as condições sejam justas. E, caso não, então que o vento nos ajude", disse em tom de brincadeira.

"Tentamos mostrar nossa habilidade e acho que fomos bem-sucedidos", disse Maike Nollen, de Berlim, sem esconder a satisfação pela vitória sobre a equipe favorita da Hungria. Bem outra foi a motivação de Andreas Dittmer: "Tive que ganhar aqui na abertura para ter tempo livre na quarta-feira e poder torcer por minha irmã Anja no triatlo", disse o vencedor das Olimpíadas de Atlanta e Sydney. Invicto desde 2000, ele cumpriu de forma impecável sua tarefa na categoria canoa individual 1000 m, sinalizando claramente à concorrência que é novamente candidato ao ouro.

"Desvio" necessário

Surpreendente foi a vitória de Christian Gille e Tomasz Wylenzek (Leizig/Essen) na canoa dupla. Gille remou com uma faixa de luto em memória de seu ex-colega de canoa, Thomas Zereske, que morreu de leucemia às vésperas da Olimpíada.

Já o caiaque duplo de Jan Schäfe/Marco Herszel e o caiaque quádruplo masculino, liderado por Andreas Ihle, tiveram problemas e só chegaram em terceiro lugar nas suas respectivas categorias. "Este tem sido o ano mais difícil para o quádruplo. Certamente não estamos entre os favoritos, mas, talvez isso seja bom assim", disse Capousek. Björn Goldschmidt é o único alemão que precisa passar pelo "desvio" da semifinal para chegar à decisão no caiaque individial 1000 m. "Chegar à final é minha meta, mas não acredito numa medalha", disse o atleta de Karlsruhe.