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Alemanha

Canoístas lideram ranking de doping na Alemanha

Ação antidoping inibiu infratores em 2001. Resultados positivos registram pequena queda. Nandrolona é a substância proibida mais identificada.

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Quatro exames com ciclistas alemães deram positivo

Quarenta e quatro atletas alemães foram flagrados em exames antidoping em 2001, informaram a Comissão Antidoping (ADK) e o Instituto Federal de Ciência Esportiva (BISp), nesta terça-feira, em Bonn. A estatística aponta uma pequena redução na incidência de substâncias proibidas em amostras de sangue e urina dos atletas, entre outros métodos de verificação.

"Podemos dizer que o medo de ser flagrado está acuando os infratores. Especialmente os testes realizados em treinos apresentam uma queda sensível em relação ao ano anterior", disse o professor Wilhelm Schänzer, diretor do Instituto de Bioquímica, da Escola Superior de Educação Física de Colônia, um dos dois credenciados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para exames na Alemanha.

Ao todo, foram realizados no ano passado em Colônia e no laboratório de Kreischa 7831 testes com atletas alemães, com amostras coletadas tanto em treinos quanto em competições. A incidência de 44 resultados positivos corresponde a 0,56%, contra 0,66% em 2000 (55 casos de doping em 8255 exames).

Atletas e substâncias mais flagrados – Apesar da maior parte dos testes (636) ter sido aplicada a pedido da Federação Alemã de Futebol (DFB), os jogadores de futebol estão longe de encabeçar o ranking dos infratores. Os canoístas foram os principais em 2001. Seis testes realizados com atletas da canoagem tiveram resultado positivo, enquanto halterofilistas foram flagrados cinco vezes. Praticantes de atletismo e ciclismo vieram em seguida, com quatro casos cada.

A substância proibida mais encontrada nos exames foi o estereóide anabólico nandrolona, identificado em dez testes. Em 19 casos descobriu-se a presença de entorpecentes, como maconha.

A liderança da nandrolona não surpreende, pois muitos complementos alimentares contêm esta substância, entre outras proibidas, sem informar isto ao consumidor. O Instituto de Bioquímica de Colônia investigou 634 produtos, oriundos de 13 países, e identificou agentes de doping em 14,8% deles. Dentre os 129 produtos alemães, havia impurezas em 15, ou seja, 13,8%. Porém, dos 31 holandeses, o instituto encontrou contaminação em 25%.

Mais verbas para novos métodos – O diretor Schänzer acredita que o trabalho antidoping poderia ter resultados ainda melhores se recebesse mais verbas. "O apoio oficial não basta para cobrir os custos", diz o professor. O governo federal destina anualmente 1,6 milhão de euros aos laboratórios de Colônia e Kreischa. No entanto, a compra de aparelhos de análise caros só é possível graças aos serviços prestados a federações esportivas de outros países.

"Além disso, faltam recursos para o desenvolvimento de novos processos de análise. A campanha de combate ao doping só foi bem-sucedida na Olimpíada de Inverno de Salt Lake City porque os atletas foram surpreendidos com novos métodos", considera Schänzer. Segundo ele, o COI investe sozinho cinco milhões de dólares no momento para o desenvolvimento de um teste específico para identificar a presença artificialmente excessiva de EPO (Eritropoetina) no sangue.

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