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Alemanha

Canibal condenado a oito anos de prisão

Em julgamento inédito, tribunal alemão condena a 8,5 anos de prisão homem que matou para satisfazer fantasias sexuais. Diante das câmeras, um homossexual matou outro, esquartejou o corpo e comeu parte da carne.

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Meiwes ficou conhecido como "canibal de Rotenburg"

O alemão Armin Meiwes, que passou a ser conhecido como "o canibal de Rotenburg", foi condenado por homicídio a oito anos e meio de prisão, pelo Tribunal Regional de Kassel, no centro da Alemanha. O Ministério Público havia requerido a prisão perpétua por homicídio qualificado, enquanto a defesa exigira a condenação por homicídio a pedido, crime punido com máximo de cinco anos de prisão. O inédito julgamento colocou a Justiça diante de um dilema, porque o crime de antropofagia não é previsto no código penal.

Segundo peritos, o réu poderá cumprir apenas cinco anos de prisão, se lhe for atestado bom comportamento. Meiwes, de 42 anos, terá de cumprir pena numa penitenciária regular e não numa prisão psiquiátrica, depois que dois pareceres clínicos solicitados pelo tribunal o considerarem totalmente imputável. Segundo exames psiquiátricos, o réu é responsável e totalmente culpado por seus atos. O mesmo parecer apurou que ele tinha um fetichismo por carne humana, considerando, no entanto, que esta mórbida perturbação da personalidade não deve ser considerada uma doença.

Pedaços da carne no congelador

O técnico de Informática confessou que, após a troca de fotos e mensagens pelo computador, recebeu Bernd Jürgen Brandes (43 anos) em sua casa na noite de 9 de março de 2001, quando ele lhe teria pedido para ser morto. Após cortar o pênis da vítima - com seu consentimento - e de ambos tentarem comê-lo, Meiwes matou Brandes com uma punhalada. O corpo do engenheiro de Berlim foi cortado em pedaços e congelado, para ser comido aos poucos.

A polícia só descobriu o caso em dezembro de 2002, durante uma batida na casa do condenado, em Rotenburg. Ela seguiu a dica de um universitário, de que Meiwes estava à procura de outras vítimas. O ato, que durou mais de quatro horas, foi filmado em vídeo e posteriormente apresentado no tribunal.

Durante o julgamento, o réu aparentou ser uma pessoa normal e inteligente. Ele inclusive se mostrou arrependido do crime, asseverando que não queria matar a vítima. No entanto, um investigador disse em tribunal que o vasto material encontrado na residência de Meiwes permitia concluir que o técnico de Informática estava obcecado pelas suas mórbidas fantasias. Desde a puberdade, ele era dominado pela idéia de comer carne de gente.

Policiais horrorizados

Kannibale, Armin Meiwes vor Gericht

Meiwes, durante o julgamento

O engenheiro morto, por seu lado, tinha sérios problemas de masoquismo. Para ele, amputar o membro sexual e ter sua carne comida significou a libertação do complexo de culpa pela morte de sua mãe, por quem era dominado. "Vi coisas que não achava possível", disse no julgamento um investigador da polícia com 20 anos de profissão. Meiwes grelhava bonecas e modelava, com marzipã, corpos precisamente detalhados.

As investigações revelaram que Meiwes mantinha contato, através da internet, com mais 204 vítimas em potencial. A polícia chegou a esta conclusão depois de examinar 16 computadores e mais de 2 mil discos rígidos de outras pessoas com quem o réu mantinha contato. No tempo em que ficar na prisão, Meiwes pretende escrever a história de sua vida, segundo disse, para aconselhar quem tem as mesmas fantasias a procurar tratamento. Até para a filmagem do caso já lhe foram encaminhados pedidos.

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