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Brasil

Candidatos continuaram ao rumo traçado no final do primeiro turno, diz cientista político

A um dia do segundo turno da eleição no Brasil, dois cientistas políticos avaliam as chances dos candidatos. Lula tem ampla vantagem nas pesquisas e Alckmin espera virada numa eleição que não empolgou o eleitorado.

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No primeiro turno, Lula evitou os enfrentamentos na televisão. No segundo, confrontou-se quatro vezes com Alckmin – na Bandeirantes, SBT, Record e Globo. Na avaliação do cientista político Bruno Wilhelm Speck, da Universidade de Campinas, os dois candidatos deram continuidade ao rumo traçado no final do primeiro turno.

"Enquanto Alckmin tentava impor o tema da ética, em que o presidente levava desvantagem, Lula priorizava a questão social, apresentando-se como candidato dos pobres, ao mesmo tempo em que rotulava seu adversário como representante dos ricos. Esse rótulo era mais palpável do que o contraponto ético contra corrupção. Não foi um debate temático. Os programas eleitorais são muito parecidos. Em termos programáticos, o PT aproximou-se muito do PSDB nos últimos quatro anos", disse em entrevista à DW-WORLD.

Na opinião do cientista político Bolívar Lamounier, a democracia brasileira tornou-se bem mais forte desde a transição. "O volume do eleitorado (126 milhões) e a complexidade do país também contribuem para a estabilidade. Contudo, existem riscos. Um deles é o esfacelamento partidário. Outro, mais grave, o surto de corrupção e a completa falta de accountability do PT e do governo Lula. Estamos há dois anos mergulhados numa crise moral muito séria, mas o presidente e seus 'companheiros' parecem não entender isso", diz.

Dos males o menor

Em 21 anos seguidos de eleições livres (fato inédito na história do país), após 21 anos de ditadura, não só a democracia brasileira parece dar sinais de cansaço. Também o "mito Lula" sofreu arranhões. Mesmo assim, ele continua marcando pontos junto aos pobres com sua política social, sobretudo com o programa Bolsa Família.

Dados do governo indicam que mais de 11 milhões de famílias (aproximadamente 45 milhões de pessoas) recebem uma ajuda entre 70 e 95 reais por mês do Bolsa Família. A oposição e alguns veículos de comunicação acusam o presidente de haver usado o programa para fins eleitoreiros.

Analistas políticos admiram-se que Alckmin não tenha se favorecido mais das denúncias de corrupção contra Lula e o PT. "A imprensa bateu duro, mas a etiqueta da corrupção não colou em Lula", diz Bruno Speck.

Alckmin anunciou que, em caso de vitória, faria "adaptações" no Bolsa Família. Esse fato, aliado aos rumores sobre planos de privatização que se encontrariam na gaveta dos tucanos, gerou insegurança em muitos eleitores. Para eles, a opção pode ser a que consideram o menor dos males: reeleger Lula.

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  • Data 28.10.2006
  • Autoria (gh)
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