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Mundo

Candidatos anunciam acordo para governo de unidade no Afeganistão

Após acusações de fraude na eleição e a ameaça de conflitos étnicos, Ashraf Ghani e Abdullah Abdullah acertam acordo para um governo de unidade nacional.

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Kerry, Ghani e Abdullah anunciaram o acordo alcançado em Cabul

Os dois candidatos à presidência do Afeganistão assinaram nesta sexta-feira (08/08) um acordo para a formação de um governo de unidade tão logo se encerre a auditoria nos votos que determinará quem venceu a contestada eleição, realizada, em seu segundo turno, em junho.

O acordo entre Ashraf Ghani, ex-ministro das Finanças, e Abdullah Abdullah, ex-ministro do Exterior, foi mediado pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry. Mas ainda não foi divulgado como esse governo conjunto deve ser estruturado.

"Ashraf Ghani e eu estamos de acordo com a formação de um governo de unidade nacional pelo bem do Afeganistão. Hoje assinamos uma declaração que reflete as ideias das duas equipes eleitorais", declarou Abdullah na capital Cabul.

"Nós confiamos um no outro e trabalharemos em conjunto para cumprir com os nossos deveres e obrigações perante todos os afegãos", disse Ghani. "Estamos afirmando que iremos formar um governo nacionalmente unido. O que nos une é muito maior do que o que nos dividiu durante a campanha eleitoral."

O documento assinado admite que o Afeganistão "estava em um dos períodos políticos mais sensíveis de sua história" devido ao resultado contestado das eleições, que deveriam garantir a primeira sucessão democrática de poder no país.

Kerry conduz negociações

O Afeganistão mergulhou numa crise política depois de Abdullah ter se recusado a aceitar os resultados preliminares do segundo turno, realizado em 14 de junho, e que davam a vitória – esmagadora – a Ghani. Abdullah afirmou que a votação foi marcada por fraudes em "uma escala industrial". Ele havia vencido o primeiro turno.

A suposta fraude ameaçou reviver conflitos étnicos

e, desde o mês passado, Kerry interveio e moderou as negociações. Ghani e Abdullah concordaram em realizar a recontagem dos cerca de 8,1 milhões de votos. Mas, logo após o início da recontagem, divergências sobre o critério a ser adotado para descartar supostos votos falsos nutriram nova briga.

Kerry salientou que, na recontagem dos votos, não é importante quem venceu. "O que importa é obter um resultado fidedigno, de confiança, que o povo afegão merece." Segundo ele, o acordo selado é um avanço substancial para a estabilização política do país. "Um destes homens será presidente, mas os dois serão cruciais para o futuro do Afeganistão."

Ainda nesta sexta-feira, os dois candidatos expressaram que esperam anunciar o resultado da eleição presidencial até o final de agosto. Inicialmente, o 2 de agosto era a data estipulada para a posse do sucessor do atual presidente, Hamid Karzai.

PV/lusa/rtr/afp

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