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Mundo

Candidatos a chefiar Comissão Europeia rejeitam adesão da Turquia à UE

Em debate, social-democrata Martin Schulz e conservador Jean-Claude Juncker descartam entrada de país governado por Erdogan no bloco. Rivais mostram posições semelhantes na maioria dos temas.

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Juncker e Schulz posam para foto antes do início do duelo na TV

No último debate televiso antes das eleições europeias, os principais candidatos ao posto de presidente da Comissão Europeia afirmaram que, por ora, a adesão da Turquia à União Europeia (UE) está fora de cogitação. Tanto para o conservador Jean-Claude Juncker como para o social-democrata Martin Schulz, o atual governo impede que Ancara se una ao bloco.

"A administração Erdogan tem se distanciado dramaticamente de todos os valores básicos europeus", afirmou Schulz, no debate televisionado pela emissora pública alemã ARD nesta terça-feira (21/05). "Quem proíbe o Twitter, não entendeu o futuro", concordou o democrata-cristão Juncker. Ambos, entretanto, acreditam que haja uma perspectiva de integração do país em longo prazo.

"A Turquia tem de se tornar mais democrática", alertou Juncker, referindo-se a recentes medidas de censura implementadas pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, e às ações da polícia turca contra manifestantes. "As negociações de adesão à UE devem, entretanto, continuar", ponderou o ex-ministro de Luxemburgo, observando que isso "fará bem ao progresso democrático na Turquia".

A UE e a Turquia negociam uma associação do país ao bloco desde 2005. Desde 1999, a Turquia tem o status de candidato oficial. Atualmente, a União Europeia tem 28 países-membros. No debate, Juncker disse que nenhum outro país entrará no bloco nos próximos cinco anos e que a principal questão agora é "consolidar os fundamentos da União Europeia".

Posições semelhantes

Recep Tayyip Erdogan

Premiê turco está distante dos valores europeus, afirmam Juncker e Schulz

A poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu, os dois candidatos demonstraram ter posições semelhantes na maioria das questões. Ambos os líderes enfatizaram que o planejado acordo de livre comércio entre UE e Estados Unidos não deve conduzir a uma diluição das normas europeias, como as que regulam os direitos do consumidor ou a proteção de dados privados. Os dois candidatos concordam que deve haver uma proteção dos "valores europeus".

Ambos os candidatos pediram mais solidariedade em relação aos países do sul da UE – como Itália, Malta e Espanha – por causa dos frequentes dramas de refugiados, que arriscam a vida para chegar ao bloco pelo Mediterrâneo. "Não devemos deixar esses países sozinhos", disse Schulz.

Ele também propôs uma lei europeia de imigração, argumentando que a UE deve desenvolver regulamentos similares aos dos EUA, do Canadá e da Austrália. "Isso não significa que todos possam vir para a UE, mas todos devem ter uma chance", destacou o social-democrata, pedindo cotas de imigração a serem estipuladas por cada país do bloco.

Juncker afirmou que a UE deve "regular a imigração legal" e pediu que a UE amplie a ajuda ao desenvolvimento às nações menos desenvolvidas, como as africanas, para tentar conter o fluxo migratório em direção à Europa.

Italien Flüchtlinge 17.03.2014

Para candidatos, países mediterrâneos da UE precisam de ajuda por causa dos refugiados

Eleições começam quinta-feira

Pela primeira vez, os principais nomes nas eleições europeias são candidatos ao cargo de presidente da Comissão Europeia. Mas, para assumir o cargo, eles precisam receber a aprovação do novo Parlamento Europeu. A escolha do novo presidente da Comissão, baseada na indicação do Parlamento e a ser tomada pelos líderes nacionais, está prevista para meados de julho, em Estrasburgo.

As votações para o Parlamento Europeu começam nesta quinta-feira, na Holanda e no Reino Unido. Elas terminam no domingo, quando votam os cidadãos na Alemanha e na maioria dos outros países da UE. Cerca de 400 milhões de cidadãos da UE são convocados a eleger 751 deputados dos 28 países do bloco. De acordo com as últimas pesquisas, a taxa de participação pode ser ainda menor do que os 43% de cinco anos atrás.

MD/afp/epd

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