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Mundo

Candidato a chanceler tem que se explicar em CPI

O candidato a chanceler federal da Alemanha nas eleições de setembro, Edmund Stoiber, será ouvido pela CPI que investiga doações ilegais feitas aos partidos políticos da Alemanha.

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O site do candidato Stoiber na internet.

O governador da Baviera e presidente da União Social-Cristã (CSU), Edmund Stoiber, será interrogado no dia 4 de julho pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Ele e o advogado Max Strauss foram acusados pelo lobista da indústria de armas, Karlheinz Schreiber, de conivência na doação ilegal à CSU, no valor de 2,66 milhões de euros.

A CPI votou a favor da citação em uma reunião interna, nesta quinta-feira (16), com o apoio dos partidos governistas social-democrata (SPD) e Verde, apesar dos protestos da CSU, União Democrata-Cristã (CDU) e do Partido Liberal Democrático (FDP), que consideram a acusação do lobista infundada devido a falta de provas.

Em depoimento prestado na última terça-feira (14), em Toronto, Canadá, Schreiber garantiu que Stoiber tinha conhecimento da entrada não oficial de dinheiro e mesmo assim não tomou qualquer providência. Bastante convincente, ele disse que não podia apresentar provas, uma vez que não existe recibo para uma transação ilegal.

Desespero - Stoiber considerou a citação da CPI "um reflexo do desespero" dos social-democratas, atualmente na liderança do governo alemão, frente a queda nas pesquisas de intenção de voto.

O candidato da CDU/CSU classificou o depoimento do lobista Schreiber como irreal e extremamente contraditório. "Muitos cidadãos não entendem como o atual governo pode dar ouvidos a uma pessoa com tanto descrédito", desabafou Stoiber.

Após o depoimento de Edmund Stoiber e Max Strauss, a CPI pretende concluir a investigação e apresentar o relatório final no dia 6 de junho, para que o assunto possa ser debatido pelo Parlamento alemão antes do recesso de verão.