Canadá atrai imigrantes qualificados através de sistema de pontos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.11.2010
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Mundo

Canadá atrai imigrantes qualificados através de sistema de pontos

Com base em um sistema de pontos, o Canadá recebe mais imigrantes per capita do que qualquer outro país no mundo. Países como a Alemanha, todavia, hesitam em adotar tal sistema.

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Imigrantes qualificados ajudam economia canadense

O Canadá recebe uma média de 250 mil imigrantes ao ano. Para o governo do país, eles exercem um importante papel na manutenção do bem-estar econômico nacional.

"A economia pós-recessão do Canadá demanda um alto grau de imigração legal para manter forte o nível de força de trabalho", afirmou o ministro canadense da Imigração, Jason Kennedy, ao apresentar, no início de novembro, o plano anual de imigração no Parlamento em Ottawa. Ele estima que o Canadá receberá entre 240 mil e 265 mil novos moradores permanentes em 2011.

Destes, 60% vêm respondendo a interesses econômicos do país – no chamado economic stream –, sobretudo como através do Federal Skilled Worker Program (Programa Federal de Mão-de-Obra Qualificada) do Canadá. Este dá prioridade a técnicos, comerciantes capacitados, executivos e profissionais que ajudem a suplementar a mão-de-obra nativa.

Sistema de pontos

Os candidatos são classificados de acordo com um sistema de pontos que considera fatores como educação, domínio de línguas, experiência profissional, idade e perspectivas de emprego. Além disso, os requerentes devem provar que dispõem de dinheiro suficiente para o próprio sustento e o de seus familiares, após a chegada no Canadá.

Vancouver Panorama

Muitos imigrantes asiáticos gostariam de se instalar em Vancouver

Um Master's degree ou um doutorado, por exemplo, equivale a 25 pontos, enquanto um candidato com ensino médio recebe cinco pontos. Quatro anos de experiência profissional paga em emprego de tempo integral garantem ao candidato 21 pontos, se trabalhou somente por um ano nessas condições, ele recebe 15 pontos.

O total máximo de pontos concedidos é 100, na combinação de todos os fatores. Com 67 pontos, o candidato está então qualificado para requerer o status de residente permanente. Tais candidaturas são, por sua vez, analisadas segundo a demanda de ocupação das diversas províncias canadenses.

Os restantes 40% de imigrantes chegam ao Canadá por razões humanitárias. Esse grupo é formado por refugiados e requerentes de asilo, como também familiares de residentes permanentes. Quanto a estes, as autoridades constataram que os parentes de imigrantes qualificados e empregados muitas vezes também dispõem de uma boa formação e são altamente motivados a se integrar na nova pátria, A população atual do Canadá é de 34 milhões de habitantes.

Entraves burocráticos

A Austrália e a Nova Zelândia também usam sistemas similares. Na Alemanha, há anos se debate a adoção de um sistema baseado na pontuação. No entanto, até agora foi impossível chegarem a um consenso sobre o assunto, para além das convicções partidárias.

Para o ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, um sistema baseado na pontuação seria vantajoso para o país. Ele seria flexível e permitiria às autoridades selecionar os candidatos segundo as atuais necessidades econômicas nacionais.

O Ministério da Economia estima que a escassez de mão-de-obra está custando à economia alemã por volta de 15 bilhões de euros ao ano. Além disso, a população encolhe, e um crescente número de alemães está até mesmo emigrando para países como o Canadá, por exemplo.

Falta de consenso

Ao mesmo tempo, profissionais qualificados do exterior preferem emigrar para a Dinamarca, Holanda ou Reino Unido. Os que escolhem a Alemanha enfrentam meses de tortura burocrática até conseguir a permissão.

Contudo, os políticos alemães ainda não conseguiram encontrar uma harmonia na questão. Em resposta às solicitações do ministro Brüderle, o ministro do Interior Thomas de Maizière declarou que "as leis existentes são suficientemente flexíveis".

De Maizière acrescentou que "os empregadores que necessitem de mão-de-obra qualificada devem sair pelo mundo e recrutá-la, aí nós os ajudaremos com a imigração. O caminho inverso não funcionará".

Autora: Sabina Casagrande (ca)
Revisão: Augusto Valente

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