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Economia

Campeã de energia eólica

Pelo segundo ano consecutivo, a Alemanha foi o país que mais instalou cataventos para a geração de energia eólica. O vento já supre 4,7% do consumo alemão de energia.

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Catavento: cada vez maior e mais eficaz

O futuro pertence às energias renováveis. Sejam essas fontes o sol, a água ou o vento - dentro em breve elas substituirão os combustíveis fósseis como o carvão, petróleo ou gás. A Alemanha assumiu a dianteira no campo da energia eólica e a quantidade hoje produzida no país já daria para abastecer Berlim.

Diante da conjuntura fraca, chega a chamar a atenção quando representantes de um setor industrial comparecem com um sorriso nos lábios a uma entrevista coletiva, como nesta quarta-feira (22), na capital. A Federação Alemã das Indústrias de Energia Eólica tem realmente motivo para satisfação. No ano passado, a capacidade aumentou 22% e hoje há 13.800 cataventos instalados. E nenhum país tem tanta energia à base do vento como a Alemanha, que é responsável por 12 mil megawatts de um total de 30 mil em todo o mundo.

Vento garante 40 mil empregos

O setor reveste-se de importância econômica cada vez maior, tendo faturado 3,5 bilhões de euros em 2002. Atualmente garante 40 mil empregos. "E as vagas criadas não surgiram em poucas empresas de grande porte, mas em centenas de pequenas firmas, ou na forma de microempresas de uma única pessoa", diz Norbert Giese, presidente do segmento de energia eólica na Federação Alemã das Indústrias de Construção de Máquinas e Instalações Industriais.

A energia do vento tem uma certa tradição na Alemanha, mas só tomou impulso nos últimos anos, graças à Lei de Incentivo às Energias de Fontes Renováveis, promulgada pelo governo de coalizão entre social-democratas e verdes. Os cataventos instalados no campo ( onshore) tornam-se cada vez maiores e mais eficientes. Os mais modernos, cujas hélices têm diâmetro de 70 a 90 metros, produzem até 3,5 milhões de quilowatts/hora por ano - o suficiente para abastecer mil famílias. A parcela da energia eólica no total do consumo no país é de 4,7%. Os mais otimistas acreditam poder aumentá-la até 20%.

Mais cataventos no norte

No entanto, há grandes diferenças entre o norte e o sul do país, no que diz respeito ao aproveitamento do vento. A maior concentração é no litoral. "No Estado de Schleswig-Holstein, 28,75% da eletricidade provém de cataventos", diz Peter Molly, presidente da Federação Alemã das Indústrias de Energia Eólica. O setor tornou-se o segundo maior cliente das siderúrgicas, após a indústria automobilística.

O futuro parece estar no mar, onde o vento é mais constante e seria possível construir instalações maiores. No entanto, o procedimento é complicado e demorado na Alemanha, devido à exigência de detalhados estudos de impacto ambiental. Apenas dois parques offshore no Mar do Norte foram aprovados até agora, o que Norbert Giese considera muito pouco.

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