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Mundo

Campanha eleitoral francesa deixa União Européia de lado

Depois do "não" dos franceses à Constituição da UE, candidatos à presidência do país põem os assuntos europeus em segundo plano. Veja a posição de cada um dos concorrentes sobre o tema.

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Temas europeus têm pouco destaque na agenda dos candidatos à presidência

Os principais candidatos à presidência da França têm relegado a política européia a segundo plano. "Assuntos de política européia quase não estão presentes na campanha eleitoral francesa", observa o diretor do centro de debates Forum Carolus, Henri de Grossouvre.

Esse acanhamento numa campanha de resto barulhenta tem uma explicação muito simples: é difícil marcar pontos junto ao eleitorado francês com temas europeus. Em 29 de maio de 2005, a população da França se dissociou da elite política no plebiscito sobre a Constituição da União Européia (UE) e levou o país a um impasse no se que refere à política européia.

O mal-estar em relação à UE também pode ser explicado pela figura do presidente francês, Jacques Chirac. Mais do que seu antecessor François Miterrand, Chirac colocou seus interesses e os da França em primeiro lugar quando acertava compromissos europeus. Em 1998, impôs à força sua vontade de que o presidente do Banco Central Europeu fosse um francês.

Chirac deixa ao seu sucessor uma herança indesejada no campo das relações políticas européias. E os quatro candidatos ao posto têm propostas bem distintas para tirar a UE da crise.

Sarkozy: sem plebiscito

Nicolas Sarkozy

Sarkozy: projeto de Constituição mais enxuto

Nicolas Sarkozy, representante da situação e candidato do partido conservador UMP, fala de uma variante enxuta da atual proposta de Constituição. Se eleito, ele quer apresentar um texto mais simples e curto ao Parlamento francês. Essa versão simplificada deverá garantir o funcionamento do bloco com 27 países-membros.

"Sarkozy tem tudo pronto para tirar a França do isolamento", afirma o diretor do Instituto Teuto-Francês de Ludwigsburg, Frank Baasner. O candidato descarta um novo plebiscito: "O primeiro referendo conduziu a Europa à estagnação, o segundo destruiria a Europa".

Royal: estilo participativo

Wahlen in Frankreich - Segolene Royal

Royal: novo plebiscito é risco que vale a pena

A candidata do Partido Socialista, Ségolène Royal, defende um "novo estilo político participativo", como explica Daniela Schwarzer, especialista em França do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP). Até agora, Royal promoveu mais de 5.000 debates públicos sobre diversos temas eleitorais.

Também quando o tema é política européia ela quer ouvir a voz dos eleitores: Royal pretende adaptar o texto nos aspectos ecológico e social e submeter o projeto de novo à votação dos eleitores em 2009. Ela diz estar "disposta a correr esse risco".

"Um novo plebiscito colocaria a Europa como tema da agenda política", diz o porta-voz para Políticas Européias da bancada do SPD no Parlamento alemão, Axel Schäfer. Ele afirma que a grande maioria dos franceses é a favor de uma nova Constituição Européia.

Bayrou: candidato europeu

Frankreich Wahlen Präsidentschaftswahlen Francois Bayrou in Marseille

Bayrou: interesse pela Europa não é retórica

François Bayrou, da centrista UDF, propõe um meio termo entre Sarkozy e Royal. Assim como a candidata socialista, ele defende a realização de um novo plebiscito sobre a Constituição Européia. E, assim como Sarkozy, é favorável a um texto adaptado, "confiável, simples e curto". Esse deve abordar a "única questão que interessa": "Como se elabora uma decisão e qual o papel dos cidadãos nesse processo?" Bayrou sempre defendeu uma Europa federal.

O interesse de Bayrou pela política européia é mais do que apenas retórica de campanha: devido ao seu longo empenho por estruturas européias unificadas, Bayrou é o candidato mais pró-Europa, assegura Baasner. "Para os parceiros europeus, ele é um candidato relativamente previsível."

Le Pen: retorno das fronteiras

Wahlen in Frankreich - Jean-Marie Le Pen

Le Pen: nacionalismo

Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, denuncia a União Européia como uma "medusa gorda e mole" e defende o restabelecimento das fronteiras nacionais. "Aqueles que hoje retiram a bandeira francesa do baú esquecem de dizer que foram eles que assinaram o fim da França ao impor aos franceses uma nova Constituição tão logo foram eleitos", disse a filha de Le Pen à emissora BFM-TV.

Com isso, ela se refere à principal pedra no sapato dos três grandes favoritos para as eleições de 22 de abril quando o tema é política européia: Sarkozy, Royal e Bayrou apoiaram o texto da Constituição em 2005. Daqui a algumas semanas, um deles terá de explicar aos seus colegas europeus por que e como pretende modificar o projeto que ele mesmo apoiou.

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