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Eleição na Alemanha

Campanha eleitoral alemã na reta final

Às vésperas das eleições na Alemanha, os candidatos lutam por cada voto numa disputa acirrada. Previsões de baixíssima diferença entre Schröder e Merkel forçam partidos a fazer campanha até o último minuto.

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Schröder e Merkel: acusações mútuas

Segundo pesquisas de intenção de voto, há ainda no país dez milhões de eleitores indecisos. A guerra retórica para abocanhar o “x” de última hora mobiliza todas as facções políticas no momento. Enquanto a candidata Angela Merkel critica com cada vez mais dureza a política econômica do atual governo e aponta para os altos índices de desemprego, o premiê Gerhard Schröder revida, acusando os democrata-cristãos de criarem um abismo entre classes sociais, com suas propostas de reformas “não sociais”.

Às ruas no último dia

Gerhard Schröder bei am letzten Wahlkampftag vor der Bundestagswahl

Schröder: otimismo, apesar de tudo

Ao contrário das eleições anteriores, os candidatos cruzam o país e vão às ruas este ano também às vésperas do pleito. Inclusive com a presença de Merkel e Schröder na Renânia do Norte-Vestfália, o Estado alemão mais populoso. Neste domingo (18/09), estima-se que 62 milhões de pessoas irão às urnas no país, sendo que 2,6 milhões devem votar pela primeira vez. São 3648 candidatos a 598 cadeiras no Parlamento.

Apesar da baixa diferença registrada pelas pesquisas entre os dois candidatos, tudo indica que a democrata-cristã Angela Merkel deva realmente se tornar a próxima chanceler federal do país, pondo fim, desta forma, aos sete anos de coalizão social-democrata-verde. A questão que resta em aberto é saber quais serão os parceiros da União Democrata Cristã (CDU) no governo, caso não se forme uma maioria com os votos do partido somados aos dos Liberais (FDP).

Coalizão dos grandes?

Merkel macht Wahlkampf auf der IAA

Merkel visita Salão Internacional do Automóvel, no último dia de campanha

Neste caso, é possível que a única saída seja o que os alemães chamam de “grande coalizão”, ou seja, uma aliança formada pelos dois maiores partidos do país: a CDU de Merkel e o SPD de Schröder. O fato de Schröder e Merkel terem se atacado repetidamente e de forma tão virulenta nos últimos dias, porém, faz com que a opção pela “grande coalizão” pareça cada vez mais inverossímil.

Outra diferença desta para outras eleições no país é a participação da aliança formada por dissidentes social-democratas e ex-comunistas, que, segundo as pesquisas de intenção de voto, podem receber o apoio de até 8% do eleitorado – um percentual equivalente ao da estimativa de intenção de voto nos dois outros partidos minoritários: Verdes (de 6 a 8%) e Liberais (de 7 a 8%). Para a CDU/CSU, as pesquisas apontam de 41 a 43% e para o SPD de Schröder de 32 a 34%.

Diferença vai ser mínima

Wahlen Deutschland Joschka Fischer

Fischer na última sexta-feira (16/09)

Joschka Fischer, atual ministro das Relações Exteriores, encabeça a campanha do Partido Verde e pede votos neste sábado junto aos eleitores indecisos, argumentando que tudo deveria ser feito para evitar uma coalizão dos grandes partidos. “A diferença no final da corrida vai ser mínima”, aposta o ministro.

Enquanto isso, Guido Westerwelle, do Partido Liberal, exclui no último dia de campanha a possibilidade de uma aliança de seu partido com o SPD e os Verdes. “Tudo o que se diz dessa coalizão a três é um absurdo completo”, afirmou.

O desempenho de Schröder no debate transmitido pela TV é tido como um dos principais fatores que levaram o SPD a recuperar parte do terreno perdido para a CDU. Além disso, a CDU também registrou quedas nas pesquisas devido à rejeição popular ao nome de Paul Kirchhof, indicado por Merkel para ocupar futuramente o posto de ministro das Finanças.

O caso Dresden

Em função da morte de uma candidata do partido de extrema direita NPD (Partido Nacional Democrático da Alemanha), um distrito da cidade de Dresden vai participar posteriormente das eleições no país, podendo ir votar somente no dia 2 de outubro próximo. Com 219.492 eleitores, o distrito congrega 0,35% do eleitorado alemão.

Se os números resultantes das urnas no domingo forem muito apertados, não indicando a maioria nem para um nem para outro partido, é possível que essas pessoas venham a decidir os destinos do país.

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