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Mundo

Cameron afirma que executores de refém britânico serão punidos

Primeiro-ministro diz que assassinato de Alan Henning é abominável e imperdoável. Raptado havia dez meses, britânico é o quarto refém executado por decapitação pelo EI.

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Alan Henning, 47, era taxista e prestava ajuda humanitária de forma voluntária na Síria

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, prometeu neste sábado (04/10) usar todos os recursos ao seu alcance para perseguir e punir os responsáveis pela execução do agente humanitário britânico Alan Henning, decapitado pelo autodenominado "Estado Islâmico" (EI).

Durante uma reunião com membros das forças de segurança britânicas em Chequers, sua residência oficial de campo, Cameron qualificou a morte de Henning como um ato sem sentido e imperdoável.

"Quem tinha dúvidas sobre esta organização pode ver agora como ela é repugnante e desumana. O assassinato de Alan Henning é absolutamente abominável", afirmou o primeiro-ministro, depois de analisar a situação com representantes do serviço secreto, das Forças Armadas e dos ministérios do Interior e do Exterior.

"Devemos fazer, com os nossos aliados, tudo o que for possível para derrotar esta organização", defendeu Cameron. Ele afirmou que os assassinos do taxistas serão localizados e enfrentarão a Justiça.

Em novo vídeo divulgado nesta sexta-feira, o EI mostra a execução de Henning, um taxista de 47 anos oriundo de Salford, nos arredores de Manchester (norte da Inglaterra). No final da gravação, os jihadistas apresentam um novo refém: o americano Peter Edward Kassig, informação já confirmada por Washington.

Henning, apelidado de 'Gadget', integrava o comboio de ajuda humanitária Aid4Syria, para o qual havia se voluntariado como condutor, quando foi raptado, em 26 de dezembro de 2013, pouco depois de ter cruzado a fronteira da Turquia com a Síria.

"Ideologia do mal"

Schottland Referendum 19.09.2014 David Cameron

Cameron: "Quem tinha dúvidas sobre esta organização pode ver agora como ela é repugnante e desumana2

A Fundação Ramadã, uma das várias associações islâmicas no Reino Unido que pediram a libertação de Henning aos radicais, chamou os jihadistas do EI de bárbaros que seguem uma ideologia do mal. "O Islã não apenas condena esses crimes como os proíbe. Aqueles que os cometem estão cometendo crimes também contra o Islã", declarou Mohammed Shafiq, presidente da fundação.

A União Europeia (UE) expressou sua determinação para lutar contra os militantes do "Estado Islâmico". "Juntamente com parceiros internacionais e regionais, a UE não vai poupar esforços para garantir o fim dessa campanha terrorista e responsabilizar todos os executores", disse um porta-voz da alta representante para assuntos externos da UE, Catherine Ashton.

Henning é o quarto refém ocidental executado por decapitação pelo grupo radical islâmico, junto com os americanos James Foley e Steven Sotloff, além do agente humanitário, também britânico, David Haines.

Há uma semana, a Câmara dos Comuns do Parlamento britânico aprovou a participação do Reino Unido nos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra as posições dos jihadistas do EI no Iraque. A autorização, porém, não abrange o território da Síria.

MSB/lusa/dpa

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