1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Camada de ozônio diminui sobre Europa

Pesquisadores alemães alertam que perda rápida de ozônio no Ártico atinge também o continente europeu. "Ciclone polar" pode chegar à Alemanha. Avião de pesquisa da Rússia mede gases na estratosfera.

default

Destruição do "protetor solar natural" preocupa cientistas

Um fenômeno alarmante, que começou a ser observado no rigoroso inverno de 1999/2000, volta a preocupar os climatologistas neste início de ano: a rápida perda de ozônio no Ártico (extremo Norte da Terra), que começa a se alastrar sobre o continente europeu.

"A cada dia que passa, temos menos ozônio", afirmou o físico alemão Markus Rex, do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Oceânica (AWI), em entrevista à revista Der Spiegel, nesta sexta-feira (04/03). Rex coordena o projeto Scout-03, da União Européia, encarregado de pesquisar a perda de ozônio no Ártico.

A camada de ozônio (O3) encontra-se na estratosfera, a uma altura entre 15 a 30 quilômetros acima da superfície da Terra, e funciona como um protetor solar, bloqueando os perigosos raios ultravioleta, que podem provocar câncer.

Segundo Rex, no Ártico, essa camada já perdeu 40% de sua substância. Devido às atuais condições químicas e meteorológicas, os pesquisadores temem que, nas próximas semanas, essa destruição atinja dimensões nunca vistas antes.

Buraco de ozônio sobre a Europa?

Darstellung des Ozonlochs mit Hilfe des Total Ozone Mapping Spectrometers (TOMS) Klimaschutz Klima Erde Treibhausgas

Buraco na camada de ozônio sobre a Antártida

"É bem provável que a perda de ozônio desta vez atinja ou até supere os níveis registrados no inverno recorde de 1999/2000", disse o diretor científico do Scout-03, Neil Harris. Apesar das perdas dramáticas, os responsáveis pelo Scout-03 evitam falar de um buraco na camada de ozônio sobre a Europa, como o que existe sobre a Antártida.

Segundo Harris, no inverno de 1999/2000, houve uma perda de 60 a 70% do ozônio a cerca de 20 km da superfície terrestre, onde a densidade da camada é maior. "E isso ameaça se repetir", diz. Ele recomenda o uso de protetor solar artificial, sobretudo para quem – como os esquiadores - se expõe ao sol nas montanhas. A intensidade com que os raios ultravioleta chegam ao solo depende das condições climáticas e da altitude em relação ao mar.

A atual perda de ozônio no Ártico é atribuída, principalmente, a uma área de baixa pressão na estratosfera. É o que os meteorologistas chamam de "ciclone polar" ou "vortex", que gira em torno do pólo norte no inverno europeu e pode atingir um diâmetro médio de oito mil quilômetros.

"Ciclone polar" sobre a Alemanha

Ski Nordisch in Oberstdorf

Sobretudo esquiadores devem usar protetor solar, por causa da perda de ozônio na estratosfera

Normalmente, o megaciclone polar cobre a região terrestre situada ao norte da latitude de 68º a 70º. Mas freqüentemente se alastra também até a Europa Central. Em fevereiro, suas bordas chegaram a ser observadas sobre Viena, na Áustria.

Segundo Harris, neste final de semana, as previsões indicam que boa parte do ciclone polar cobrirá também a Alemanha. No momento, no entanto, as correntes árticas que chegam ao continente europeu ainda são ricas em ozônio. "Mas se o vortex persistir sobre a Europa ou retornar em breve, a situação muda. Março é o mês em que ocorre a perda mais rápida de ozônio", diz.

O quadro só muda, quando a corrente polar é banida por massas de ar quente, o que em outros anos já ocorreu em janeiro ou fevereiro. O atual "vortex ártico" já dura três meses, com temperaturas de 80 graus negativos. Esse frio extremo libera o cloro e o bromo, componentes dos gases fluorados e halogênios, que destroem o ozônio.

Rex e seus colegas esperam ansiosamente a próxima segunda-feira (07/03). "Daí teremos a oportunidade de ver de perto o maior ciclone polar já observado no Ártico", diz o cientista Heinz Finkenzeller, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) em Oberpfaffenhofen, perto de Munique. De lá decolará o avião de pesquisa russo "Geophysika", que atinge altitudes de 20 mil quilômetros, e pode medir in loco a presença de gases químicos na camada de ozônio.

Leia mais