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Alemanha

Cabul reclama atraso da ajuda financeira alemã

Berlim revida acusações de que a ajuda prometida para a reconstrução do Afeganistão ainda não tenha sido liberada. Governo afirma ter enviado as verbas para o Fundo Interino da ONU.

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A ministra Heidemarie Wieczorek-Zeul garante que a verba para o Afeganistão já foi liberada

O ministério alemão da Cooperação Econômica e Desenvolvimento revidou nesta terça-feira (15) acusações do governo de transição do Afeganistão, de que a Alemanha estaria retardando a liberação de verbas destinadas à reconstrução do país. "A Alemanha foi um dos primeiros países a colocar dois milhões de euros à disposição, com o objetivo de assegurar a capacidade de trabalho do governo de transição no Afeganistão", informou o ministério em Berlim.

As verbas teriam sido depositadas no Fundo Interino do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e deveriam de lá chegar o mais breve possível às mãos do governo afegão. O Fundo Interino da ONU, que já conta com 16,5 milhões de euros, é destinado ao pagamento imediato de professores, funcionários ligados à administração pública e policiais no Afeganistão.

A ministra alemã do Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, havia anunciado em dezembro último que a Alemanha pretende liberar no ano de 2002 cerca de 80 milhões de euros para a reconstrução do Afeganistão. Detalhes sobre a distribuição dessas verbas serão definidos no início da próxima semana em uma "conferência de financiadores" em Tóquio, segundo um porta-voz do ministério.

Salários - O ministro afegão para Reconstrução, Amin Farhang, afirmou em entrevista à televisão alemã que seu país não está em condições de arcar com os compromissos financeiros. Segundo Farhang, a ajuda anunciada por outros países, inclusive pela Alemanha, não foi liberada e não chegou aos cofres do Afeganistão. O Ministério das Relações Exteriores em Berlim revidou as acusações de Farhang de que o dinheiro ainda não tenha saído do país.

No momento, de acordo com Farhang, o governo afegão teria dificuldades em pagar até mesmo os salários dos funcionários públicos. O governo de transição do país, de acordo com informações da ONU, necessita 100 milhões de dólares para conseguir arcar com seus compromissos nos próximos seis meses, como pagar os salários de 210 mil funcionários ligados à administração pública e de 25 mil policiais.