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Cultura

Caça às bruxas, um fenômeno da Idade Moderna

Um dos capítulos mais sombrios da história européia é tema de uma exposição no Museu Histórico de Berlim, que busca acabar com mitos, clichês e preconceitos.

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Feiticeiras celebrando o Filho das Trevas

A mulher feia e nariguda dos contos infantis e a moça jovem e sedutora sendo queimada em fogueira são os dois extremos da imagem corriqueira da bruxa ou feiticeira, quase sempre ligada na imaginação à Idade Média, com sua fama de "era sombria".

Esclarecer o tema e acabar com mitos, clichês e preconceitos é o que se propõe a exposição Caça às Bruxas – Medos da Era Moderna, à mostra no Museu Histórico de Berlim até 6 de agosto. A começar pela época em que houve maior concentração dos processos contra pessoas acusadas de bruxaria: não tanto na Idade Média, mas já na transição para a Idade Moderna, na época da Reforma e da Contra-Reforma, nos séculos 16 e 17, principalmente.

E não tanto como resultado da política oficial da Igreja, e sim do enredamento de crenças populares com o fervor exacerbado das pessoas que seguiam o catolicismo ou o protestantismo. Muitos dos processos foram originados por denúncias de vizinhos e baseavam-se na legislação laica, como a Carolina, de 1532, promulgada pelo imperador Carlos V.

As vítimas eram em sua maioria mulheres, mas não só elas foram acusadas, processadas e executadas: um terço era do sexo masculino. Fala-se hoje, em contraposição a cálculos anteriores– que partiam de nove milhões de vítimas –, em 40 mil a 60 mil execuções entre 1430 e 1782, ano em que a última mulher européia foi executada como feiticeira, na Suíça.

A exposição é composta de 350 objetos e documentos e estabelece uma ponte também com as crenças em adivinhação e os cultos satânicos dos dias de hoje.

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