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Mundo

Cúpula não construiu ponte sobre fosso digital

A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, realizada de 16 a 18 de novembro na Tunísia, terminou com muitas promessas e poucas medidas concretas para superar o desequilíbrio digital entre países ricos e pobres.

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Icann terá assessoria de um fórum para controlar a internet

O maior encontro já organizado pela ONU, que reuniu mais de 18 mil participantes de 176 países, aprovou o Compromisso e a Agenda de Túnis para a Sociedade da Informação. Os dois documentos prometem mais esforços para que os países pobres também sejam beneficiados pelas tecnologias da informação.

Os 122 parágrafos da Agenda incluem muitas promessas e boas intenções, mas poucas garantias de financiamentos. A União Européia, por exemplo, festejou como vitória a criação do Fórum de Governança da Internet. Esta decisão, que democratiza um pouco a Icann (Corporação da Internet para Nomes e Números Designados – ainda nas mãos dos EUA –), foi a mais elogiada por todos os participantes.

Já o Fundo de Solidariedade Digital foi reconhecido como mecanismo de financiamento, mas tem escassos sete milhões de dólares como recursos iniciais. Os governos negaram-se a fazer maiores promessas financeiras e de contribuir compulsoriamente com o fundo.

"Há governos que não têm interesse em superar o fosso digital. É mais fácil dominar uma população com baixo nível de educação", acusou Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz de 2003, que defendeu a sociedade civil na cúpula e atacou o governo da Tunísia, por suas restrições à liberdade de imprensa e à participação de organizações não-governamentais.

Primeiro passo

Na opinião de Steffen Leidel, correspondente da DW-WORLD durante o encontro em Túnis, a cúpula mostrou duas coisas:

  1. A solução dos grandes problemas mundiais depende da solução a ser dada para os problemas da revolução digital. Só com o acesso à informação será possível atingir as metas do milênio, estabelecidas pela ONU, para a redução da pobreza no mundo.

  2. Os governos e o setor econômico precisam reconhecer o enorme potencial criativo da sociedade civil. Importantes inovações na internet vêm dos próprios usuários. Por outro lado, a sociedade civil precisa dos governos (por exemplo, para resolver os problemas da cibercriminalidade) e das empresas, sem as quais não existiriam os meios técnicos de acesso à internet.

    "Há motivos para satisfação, mas não de euforia com os resultados da cúpula. A ponte sobre o fosso digital ainda não foi construída, mas pelo menos já se trabalha no projeto", conclui Leidel.

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