Cúpula da UE busca definir plano para resolver a crise do euro | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 26.10.2011
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Mundo

Cúpula da UE busca definir plano para resolver a crise do euro

Chefes de governo da União Europeia reúnem-se em Bruxelas para encontrar uma solução para a dívida grega e definir medidas de fortalecimento da moeda comum.

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Merkel está no centro das negociações sobre a crise

Na segunda cúpula em apenas quatro dias, os líderes da União Europeia (UE) se reunirão em Bruxelas na noite desta quarta-feira (26/10) para tentar encontrar uma solução para a crise da dívida que assola o bloco.

O encontro começa às 18:00, no horário local, com a presença dos líderes de todos os 27 países-membros. Na segunda parte, participam apenas os chefes de governo dos 17 países da zona do euro, que deliberarão sobre medidas para restabelecer a confiança na moeda comum.

Os líderes precisam chegar a um acordo sobre três grandes temas: novas ajudas financeiras para a Grécia, a participação dos bancos no programa de resgate dos países endividados e o fortalecimento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Antes de seguir para Bruxelas, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, participará de uma votação no Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão), que precisa dar o seu aval para as mudanças a serem discutidas em Bruxelas. A principal mudança são os planos de alavancagem dos atuais 440 bilhões de euros do FEEF para mais de um 1 trilhão de euros.

EU-Gipfel in Brüssel

Coalizão de Berlusconi anuncia acordo de última hora

Já nesta segunda-feira os líderes das principais bancadas no Bundestag – com exceção de A Esquerda – deram o seu aval para que Merkel negocie a ampliação do poder de fogo dos 440 bilhões de euros do fundo, desde que a parcela alemã, de 211 bilhões de euros, fique como está.

Redução da dívida grega e FEEF

Praticamente certo é que os credores privados da Grécia terão que se preparar para perder dinheiro. Desde o último fim de semana, bancos e países do euro discutem o tamanho da redução da dívida, que não deverá ficar nos 21% acordados em julho passado. Os bancos estão dispostos a um corte de 40%, enquanto os países da zona do euro defendem entre 50% a 60%.

Há duas opções disponíveis para o fortalecimento do FEEF: uma garantia parcial para novos papéis de países endividados ou um pacote de crédito especial, com a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Estamos todos pisando em território desconhecido", disse Merkel sobre a dificuldade de tomar as decisões.

"Merkel encontra-se em uma posição forte. Como a maior potência econômica do continente, a Alemanha é o único país que pode tirar a Europa dessa difícil situação", comentou nesta quarta-feira o jornal conservador francês Le Figaro.

Reformas na Itália

No caso da Itália, a UE exigiu compromissos de reforma por escrito. Antes da decisiva cúpula sobre a crise da dívida nesta quarta-feira, a coalizão do governo italiano sob o comando do primeiro-ministro Silvio Berlusconi concordou com as sugestões de reformas econômicas.

A ministra de Educação, Mariastella Gelmini, declarou que se havia decidido conjuntamente com Umberto Bossi, líder do partido parceiro da coalizão Liga Norte, por uma elevação da idade de aposentadoria para 67 anos, mas não se chegou a um acordo sobre o aumento dos anos de trabalho até a aposentadoria.

Bossi disse nesta terça-feira (25/10), após longas negociações em Roma, que o Liga Norte continua se opondo à reforma previdenciária defendida por Berlusconi, ameaçando assim o governo. A imprensa italiana especula que a coalizão de governo deverá durar no máximo até o final do ano.

Expectativas sobre a cúpula

Para o especialista Michael Hüther, chefe do instituto econômico IDW, as chances de se chegar a um plano para a crise da dívida na cúpula da UE desta quarta-feira são boas. "Se houver um consenso, os mercados se acalmarão após a cúpula", considerou.

"Com essa pressão dos mercados, a política apenas está recebendo a conta pela falta de confiança que transmite. Ela precisa assegurar novamente sua credibilidade", completou.

LPF/dpa/afp/dw
Revisão: Alexandre Schossler

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