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Mundo

Cúmplice do 11/09 pode ser condenado a 15 anos de prisão

O marroquino Mounir El Motassadeq compareceu pela terceira vez diante de um tribunal alemão. Ele é acusado de participar de organização terrorista e cumplicidade nos atentados que mataram três mil em Nova York, em 2001.

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El Motassadeq espera início do julgamento em Hamburgo

Mounir El Motassadeq, cúmplice dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, compareceu pela terceira vez em juízo, nesta sexta-feira (05/01), em Hamburgo. O Tribunal Superior Estadual Hanseático deverá decidir já na próxima segunda-feira qual será sua pena. O réu foi condenado em novembro passado por participação no homicídio coletivo dos 246 passageiros e tripulantes do avião seqüestrado.

Na abertura da nova audiência, a defesa requerera a suspensão do processo. Segundo o juiz Carsten Beckmann, que preside o Tribunal Estadual de Hamburgo, "há que esperar uma pena bem pesada". O marroquino de 32 anos pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

Em meados de 2005, El Motassadeq fora sentenciado a sete anos, por participação numa associação terrorista. Após um segundo julgamento, a Corte Federal de Justiça alemã o condenou por assassinato, considerando provado que o então estudante mantinha contato com o grupo terrorista em torno de Mohammed Atta e sabia dos planos para o 11 de Setembro.

Quebra de silêncio

Durante o processo desta sexta-feira, El Motassadeq quebrou pela primeira vez o silêncio de vários meses, assegurando nada saber dos atentados que destruíram o World Trade Center de Nova York. "Juro por Deus que não sabia que os autores do atentado estavam nos Estados Unidos", bradou, visivelmente excitado.

O réu acusou os tribunais de lhe impor "sentenças imaginárias". "Mas o fato, a verdade, eles não querem ouvir", insistiu. El Motassadeq se pronunciara durante o primeiro julgamento, porém se recusava a qualquer declaração, desde o início do segundo processo.

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