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Alemanha

Cérebros de volta à casa

A maioria dos pesquisadores alemães que vivem nos EUA gostaria de voltar "para casa". Muitos acabam desistindo, por falta de emprego. Uma associação foi criada especialmente para contornar as dificuldades do retorno.

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Pesquisadores jovens: dificuldades no retorno à Alemanha

O problema é denominado brain drain, expressão que remete à perda de "cérebros", ou seja, de mão-de-obra qualificada. Para controlar essa evasão de pesquisadores, trazendo alguns deles de volta para casa, foi fundada há um ano em São Francisco, nos EUA, a GSO – German Scholars Organisation.

A meta da organização é abrir caminho na Alemanha para os chamados "cientistas exilados", ou seja, aqueles que saíram do país e procuram uma forma de retornar ao mercado de trabalho nacional. Uma tentativa de brain gain (ganhar cérebros), ironizam os responsáveis pela organização.

Poucas oportunidades

Menschliche Stammzellen

Um bom exemplo é o caso do físico Joerg Jinschek, que apesar dos propósitos de voltar à Alemanha, não tem ainda "nada certo" em termos de trabalho no país. "Penso que vou acabar conseguindo emprego com mais facilidade nos EUA que na Alemanha. Ninguém quer mais saber de você, se você vai embora", comenta o jovem físico, em tom de decepção. Jinschek é um entre os muitos pesquisadores que procuram a ajuda da GSO para tentar criar uma ponte de volta ao mercado de trabalho alemão.

"É um drama o fato de que esses jovens todos escorreguem de nossas mãos", observa Wolfgang Benz, chefe do departamento de Recursos Humanos do grupo Schering e um dos fundadores da GSO. Apesar de todas as dificuldades atuais do mercado alemão, Benz acredita que há trabalho suficiente para pesquisadores altamente qualificados, se estes souberem fazer uso da "estratégia correta" na busca de emprego.

Maior intercâmbio

Eicke Weber, diretor da GSO e professor de Ciência dos Materiais na Universidade de Berkeley, pretende criar uma rede de contato entre pesquisadores alemães nos EUA e empresariado, instituições de pesquisa e universidades na Alemanha. "Não somos caçadores de talentos, mas queremos fomentar o intercâmbio de informações e apontar alternativas", diz Weber. Os empregadores cogitados pela GSO são principalmente as empresas de médio porte, que, ao contrário das grandes multinacionais, raramente procuram mão-de-obra no exterior.

A GSO, que tem também uma representação em Berlim, tem cadastrados 500 jovens pesquisadores. Apesar dos esforços, para muitos a busca de emprego na Alemanha acaba frustrada. Um engenheiro elétrico de Hamburgo, por exemplo, que está desde 2001 na Universidade de Berkeley, reclama: "Tenho experiência no exterior, falo muito bem inglês e estive em uma das melhores universidades norte-americanas. E mesmo assim ninguém me quer".

Clima descontraído e menos hierarquia

Testkolben vor Laboranten

Somente no campus da Universidade de Berkeley estão 350 dos sete mil pesquisadores jovens alemães que vivem nos EUA. Estima-se que apenas 10% destes não têm intenção de voltar para a Alemanha.

A urbanista e paisagista Karina Pallagst enviou há pouco pedidos de emprego para empresas na Alemanha, depois de três anos pesquisando em Berkeley. O que foi feito com uma boa dose de hesitação, pois Pallagst sabe o valor que têm determinados aspectos das universidades norte-americanas em comparação com as alemãs: um clima de trabalho mais descontraído, hierarquias menos rígidas e uma liberdade maior. "Tudo me levaria a ficar nos EUA, mas sinto uma certa responsabilidade em levar minha experiência no exterior de volta para casa", conclui a jovem pesquisadora.

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