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Mundo

Bye bye, Germany?

As relações entre Alemanha e EUA só descongelam muito lentamente. Um cenário ideal para especulações sobre os planos norte-americanos de reduzir consideravelmente suas tropas estacionadas em "Germany".

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Muitos soldados americanos partiram para o Golfo diretamente da Alemanha

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recebe nesta quinta-feira (08), em Washington, os ministros do Exterior dos sete países candidatos ao ingresso na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Todos, sabidamente, do Leste Europeu: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslovênia, Eslováquia e Romênia. Sem dúvida um gesto de reconhecimento a esses países que "já agiram como aliados, apoiando decididamente os Estados Unidos em sua luta contra o terrorismo, levando a paz e a democracia ao Afeganistão e o Iraque", como consta de declaração da Casa Branca.

Seu reconhecimento, Bush já mostrou também recentemente perante a Polônia, a qual encarregou — inclusive com promessa de apoio financeiro — do comando de uma das divisões militares destinadas à estabilização do Iraque.

Enquanto isso, o descongelamento das relações com a Alemanha caminha a passos lentos. O ministro alemão da Defesa, Peter Struck, que realizou uma primeira visita aos Estados Unidos na busca de reaproximação, vê "sinais" de uma normalização.

Deixando a diplomacia de lado

Um dos pontos em que Struck demonstrou confiança refere-se ao fechamento de bases norte-americanas em território alemão. O chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, assegurou ao colega, em seu encontro em Washington, que a redução das tropas será tratada com a Alemanha. Não faltam, porém, observadores que afirmam que uma tal formulação, partindo do governo dos EUA, não significa necessariamente que se buscará um acordo entre ambas as partes. "O Pentágono vai fazer o que considerar certo", já confirmou um alto funcionário norte-americano.

As notícias de que os EUA planejam reduzir suas tropas no exterior foram confirmadas ainda antes do início da guerra no Iraque pelo comandante das Forças Armadas norte-americanas na Europa, general James L. Jones. Este sempre faz questão de ressaltar que a decisão tem exclusivamente motivos militares e visam a uma maior eficiência, nada tendo a ver com as diferenças na crise iraquiana.

Em círculos político-militares, porém, não se faz segredo de que, justamente em virtude dessas divergências, não existe mais a necessidade de protelar a redução das tropas por motivos diplomáticos. Cogita-se inclusive que a primeira divisão de tanques que atuou no Golfo, composta de 17 mil soldados estacionados na Alemanha, nem sequer vai regressar a suas bases alemãs depois que a situação se estabilizar no Iraque.

Considerações puramente estratégicas?

Os EUA mantêm 116 mil soldados na Europa, 71 mil dos quais na Alemanha, uma quantidade considerável, tendo em vista que a ameaça representada pelo Exército vermelho na época da Guerra Fria deixou de existir há tempos.

Em sua nova concepção, o ministro Rumsfeld aposta em guarnições menores e mais flexíveis, que possam ser enviadas com rapidez para todos os cantos do globo, onde estiver ocorrendo uma crise. Os planos sobre onde instalar as futuras bases, porém, estariam ainda em "estágio embrionário", segundo o general Jones. Decisões serão tomadas somente em março do ano que vem.

As observações de um alto militar do Pentágono, veiculadas pelo Los Angeles Times, dão uma idéia do rumo que as considerações poderão tomar no processo de decisão: "A gente precisa de tropas em portos e bases mais próximos dos acontecimentos. E é claro que a gente gostaria de localizá-los em lugares onde as pessoas estão de acordo com o que fazemos, que não vão simplesmente fechar os seus portos e bases". Uma alusão evidente à decisão da Turquia de recusar às tropas norte-americanas a permissão de partir de seu território para as operações no Iraque.

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