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Mundo

"Business as usual" na UE ampliada

Mais dez comissários em Bruxelas e mais 162 parlamentares em Estrasburgo. A União Européia reorganiza-se pouco a pouco após a ampliação, em 1º de maio. Mas já tem queijo de Chipre e "gulash" da Hungria em suas cantinas.

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A Europa dos 25 em Estrasburgo

Nesta quarta-feira (5), os comissários dos dez novos países-membros da União Européia foram aprovados com grande maioria. O Parlamento europeu, em Estrasburgo, manifestou-se com 531 votos a favor, 18 contra e 39 abstenções.

A aprovação formal do novo comissariado era tida como certa, já que os deputados só tinham a opção de aceitar ou rejeitar integralmente o grêmio de 30 membros. Antes, os novos comissários precisaram convencer os parlamentares, expondo detalhadamente a forma como pretendem desempenhar suas funções.

Os novatos são: Peter Balázs (62 anos, Hungria), Danuta Hueber (56, Polônia), Pavel Telicka (38, República Tcheca), Javel Figel (44, Eslováquia), Janez Potocnik (46, Eslovênia), Dalia Grybauskaite (48, Lituânia), Siim Kallas (55, Estônia), Sandra Kalniete (51, Letônia), Markos Kyprianou (44, Chipre) e Joe Borg (52, Malta).

Eles possuem direito pleno de voto, embora sem pasta própria. Até 1º de novembro, cada novo membro trabalhará em conjunto com um dos atuais 20 comissários. Depois, assumirá a comissão definitiva, contando 25 membros, pois os países maiores – Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido – passarão a ter apenas um representante.

Bagatelas e gulash

Após as esfuziantes festividades de ampliação no fim de semana, a Comissão da União Européia retornou placidamente a suas atividades políticas normais. Pelo menos superficialmente, a tão aclamada filiação dos Estados do Leste e Sudeste europeu não alterou o dia-a-dia da UE: " it's business as usual".

A primeira votação em Bruxelas após o 1º de maio teve um fiasco: o Parlamento acrescido de mais 162 deputados não dispunha de impressos em todos os 20 idiomas oficiais. O presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox, calou as reclamações com uma frase sumária: "Não vamos ficar agora ligando para bagatelas".

Compreensível, pois a UE dispôs de "apenas" sete anos para preparar a ampliação. Os novos parlamentares também já freqüentavam a capital belga bem antes da cerimônia de ampliação: só que até então se chamavam "observadores" e não tinham direito a voto.

Mas também há bons sinais: com alguma demora, o portal da Comissão já oferece os nove idiomas dos novatos. Há também sensivelmente mais carros com placas tchecas, lituanas ou polonesas circulando por Bruxelas. E nas cantinas da Comissão já se pode pedir, desde 1º de maio, queijo cipriota e sopa gulash húngara.

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