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Mundo

Bush: Saddam Hussein é um homem perigoso

O destaque que o presidente do Estados Unidos, George W. Bush, deu ao tema Iraque, em Berlim, nesta quinta-feira, confirma que um objetivo de sua visita à Europa é obter apoio para uma intervenção militar contra o país.

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Presidente George W. Bush e o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, em entrevista conjunta

Na entrevista conjunta com o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, Bush afirmou que o seu governo ainda não tem planos concretos contra o Iraque, mas deixou bem claro que considera o ditador Saddam Hussein um "homem perigoso". Schröder disse ter tomado conhecimento de que o governo americano considera "todas as opções" em relação ao Iraque e Bush prometeu "consultar os amigos e aliados estreitos" a respeito.

Como ainda não haveria um plano concreto de intervenção contra o Iraque, o chefe de governo alemão proibiu especulações sobre reações alemãs relativas a uma possível ação militar no país visto por Washington como parte do "eixo do mal", ao lado do Irã e da Coréia do Norte.

Bush afirmou que vai exigir do governo russo que não exporte armas para o Irã. "Se o Irã receber armas de destruição em massa será um grande problema para todos, inclusive para a Rússia", disse ele. O Irã seria um dos países imprevisíveis e também agiria contra Israel. Depois da visita a Berlim, o presidente americano viaja para Moscou.

Pressão internacional - Na conversa que tiveram antes da coletiva, Bush e Schröder concordaram que a comunidade internacional tem de fazer pressão sobre Saddam Hussein para ele permitir acesso de observadores internacionais no seu país. O presidente americano disse aos jornalistas que não se pode permitir que o Iraque tenha armas de destruição em massa com as quais possa ameaçar outros países. "O perigo é real", destacou.

À margem do encontro de cúpula teuto-americano, o ministro alemão da Defesa, Rudolf Scharping, desmentiu especulações sobre um engajamento de Berlim num possível ataque militar no Iraque. "Não existem planos militares nem decisões políticas", disse o político do Partido Social Democrático (SPD), presidido pelo chefe de governo. Scharping destacou, ao mesmo tempo, que o Iraque "é um problema sério para a segurança internacional".

Os críticos temem que uma ação militar contra o Iraque provoque uma escalada da violência no Oriente Médio e leve ao fim a coalizão internacional contra o terrorismo, criada pelos EUA depois de 11 de setembro. Só a suposição de que Washington planeja tal ofensiva gerou sérios temores e críticas entre os aliados europeus. Na Alemanha, encontram-se críticos também nos partidos governistas, SPD e Verde.

Aproximação com a Rússia - Bush e Schröder concordaram que as tropas internacionais de proteção têm de permanecer em Cabul além do inicialmente previsto. Os dois conversaram também sobre a aproximação entre a Rússia e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a contenda comercial sobre o aço entre os EUA e a União Européia e o conflito no Oriente Médio. Ambos concordaram que Israel tem direito a fronteiras seguras, mas que o processo tem de ser encerrado com a criação de um Estado palestino independente.

Os chefes de governo alemão e americano destacaram as "relações excelentes" entre os seus países e conversaram sobre as ligações da Europa e dos EUA com a Rússia. Depois da visita a Berlim, Bush irá assinar em Moscou um acordo sobre redução de armas nucleares nos dois países. Schröder avaliou o tratado de desarmamento como "um passo histórico" e o atribuiu a um sucesso pessoal de Bush.

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