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Mundo

Bush prejudica relações entre EUA e Europa, aponta pesquisa

Pesquisa realizada nos Estados Unidos e em 12 países da Europa mostra que Bush causou danos duradouros às relações transatlânticas. Maioria dos alemães não acredita em melhora após a eleição presidencial nos EUA.

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Protesto contra Bush em Roma (09/06/07)

O ceticismo dos europeus quanto às relações transatlânticas é tão grande que dificilmente poderá ser dissipado pela sucessão de George W. Bush na Casa Branca, em janeiro de 2009. E isso apesar da disposição dos governos em Berlim, Londres e Paris de cooperar mais estreitamente com Washington.

É o que aponta a pesquisa representativa Tendências Transatlânticas 2007 , considerada o principal termômetro das relações entre a Europa e os Estados Unidos. Para o estudo foram entrevistas 13 mil pessoas (mil por país) nos EUA e em 12 nações européias: Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Eslováquia, Espanha, Turquia, Bulgária e Romênia.

Mais da metade (54%) dos alemães e 46% dos europeus, bem como 37% dos norte-americanos não acreditam que as relações entre a Europa e os EUA melhorarão muito após o fim do governo Bush. Apenas 35% dos europeus e 42% dos norte-americanos confiam numa melhora.

"Em 2008, será necessário mais do que uma troca de comando político para superar os desentendimentos do passado", disse Craig Kennedy, presidente do Fundo Marshall Alemão, que coordenou a pesquisa anual com apoio de fundações da Itália, da Bulgária e de Portugal.

Contra a política externa de Bush

As críticas na Europa se dirigem mais contra Bush e sua política externa do que contra os EUA como um todo. Um terço dos europeus culpam o presidente norte-americano pela piora das relações transatlânticas; 38% apontam a sua condução da guerra no Iraque como motivo.

US-Präsident George W. Bush ist nicht willkommen Protestaktion in Stralsund

Bush é 'saudado' por manifestante alemão em Strahlsund, norte do país(13/06/06)

A política externa de Bush é rejeitada por 77% dos entrevistados na Europa, assim como 58% consideram "indesejável" um papel de liderança dos EUA no mundo (36% são favoráveis). A maior queda nesse ponto ocorreu na Alemanha, onde em 2002, antes da guerra no Iraque, 68% dos entrevistados defendiam a liderança dos EUA (apenas 38% em 2007).

A pesquisa constatou também que cresce entre os europeus a preocupação com o terrorismo internacional e o fundamentalismo islâmico. Essa tendência é especialmente forte na Alemanha, onde 70% dos entrevistados disseram sentir-se diretamente ameaçados pelo terrorismo (32% a mais que em 2005). Nesse ponto, há uma aproximação entre as opiniões na Europa e nos EUA.

Desafios globais

Segurança energética, terrorismo internacional e mudança climática são os desafios globais que tanto europeus (85%) quanto norte-americanos (70%) vêem como os maiores riscos. Pragmáticos, quase um terço dos europeus admitem até um estreitamento das relações com governos não democráticos, desde que isso garanta o abastecimento de energia. Apenas 25% dos norte-americanos admitiria isso.

A maioria dos europeus acha que a União Européia deve assumir mais responsabilidade na luta contra as ameaças globais, mais isso em parceria com os EUA. Só os franceses (58%) são contra tal parceria.

Tanto os norte-americanos quanto os europeus se mostram majoritariamente preocupados quanto ao papel da Rússia como fornecedora de armas ao Oriente Médio, como provedora de energia, bem como com o enfraquecimento da democracia russa e o relacionamento de Moscou com os países vizinhos.

Rejeição à guerra

Uma outra constatação da pesquisa é que os europeus, em princípio, estão dispostos a enviar soldados a regiões em crise, para a ajuda humanitária e a reconstrução, como é o caso nos Bálcãs, no Líbano ou no Afeganistão, mas rejeitam a participação em guerras.

O combate armado ao Talibã, no Afeganistão, só é apoiado por 30% dos europeus. Uma eventual intervenção militar no Irã, para evitar que Teerã desenvolva armas nucleares, é defendida por apenas 18% dos entrevistados na Europa contra 65% nos EUA.

Um outro país em rota de isolamento é a Turquia, cujas relações com a Europa e os EUA vêm esfriando desde 2004. Apenas 40% dos turcos defendem o ingresso do país na UE – 15% menos do que em no ano passado. Somente 22% dos consultados na UE-11 (16% na Alemanha) são favoráveis a esse ingresso, mas a maioria dos europeus e alemães o consideram provável. (gh)

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