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Mundo

Bush perdoa Alemanha pelo "não" na guerra do Iraque

"Compreendi que, pelo seu passado, os alemães não querem mais guerras", disse o presidente na primeira entrevista a um jornal alemão, onde deixou claro que a Alemanha voltou a ser parceira de confiança dos EUA.

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Merkel e Bush, uma nova parceria

Os comentários do presidente George W. Bush sobre política externa e sua simpatia pela chefe de governo Angela Merkel dominaram a imprensa neste domingo (7/05). A edição dominical do jornal Bild publicou a primeira entrevista do chefe da Casa Branca concedida a um jornal alemão e, à noite, a emissora pública ARD transmitiu uma entrevista feita pela respeitada jornalista Sabine Christiansen, que foi recebida durante meia hora na Casa Branca na última quinta-feira.

"Reconheci ser da natureza do povo alemão o fato de abominar a guerra", salientou o presidente dos EUA, acrescentando que perdoou a negativa de Berlim em participar da invasão do Iraque. "Os alemães simplesmente não gostam de guerra, independentemente de suas inclinações políticas". A vida de uma geração inteira "saiu dos eixos por causa de uma guerra horrível", observou. Ao mesmo tempo, Bush agradeceu a ajuda prestada pela Alemanha na reconstrução do Iraque.

Clara mensagem a Teerã

A Alemanha é considerada por Bush "parceira fundamental" dos EUA no combate ao terrorismo. Ao mesmo tempo, ele disse esperar de Berlim esforços decisivos na busca de uma solução diplomática em relação ao Irã. Segundo ele, é importante que os iranianos saibam "que a Alemanha coopera com outros países para enviar uma clara mensagem a Teerã: isto é, o programa nuclear, armas nucleares representam o isolamento". Ao mesmo tempo em que defendeu a diplomacia, não descartou a possibilidade de agressão."Todas as opções têm de continuar sobre a mesa", disse.

George W. Bush empfängt Kai Diekmann

Bush recebeu o redator-chefe da do 'Bild', Kai Diekmann

"Da mesma forma como já fez durante a visita da chefe de governo da Alemanha a Washington esta semana, o presidente norte-americano não poupou elogios a Angela Merkel, que considera uma "personalidade determinada e de confiança". Pelo fato de ter vivido na Estado alemão de regime comunista, "ela sabe o valor da liberdade, da mesma forma como os Estados Unidos apreciam a liberdade". As relações com o antecessor de Merkel, o social-democrata Gerhard Schröder, haviam sido bem mais difíceis.

Bush salientou também a importância da Alemanha para a vitalidade da União Européia. "É do nosso interesse que os parceiros comerciais sejam fortes", explicou. Ao defender seu "não" ao Protocolo de Kioto, Bush disse a Christiansen reconhecer que o efeito estufa é um problema, mas que não vê sentido em assinar um acordo que não é reconhecido pela Índia e pela China.

Convite para a Copa

George W. Bush, que é torcedor fanático de beisebol, disse que talvez venha à Alemanha se os Estados Unidos se classificarem para a final. "Sei que é uma boa equipe e torço por eles, mas serão bons o suficiente?"

Ele admitiu que nos EUA, cuja equipe de futebol ocupa o quinto lugar no ranking da Fifa, a modalidade nunca desempenhou papel importante. "Alguns de nós, veteranos, só agora começam a entender a importância do futebol em todo o mundo", disse o presidente, ex-proprietário da equipe de beisebol Texas Rangers.

Quanto ao técnico da seleção alemã, Jürgen Klinsmann, que mora nos EUA, Bush disse saber tratar-se de "um cara dinâmico que passa a metade do tempo na Califórnia".

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