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Mundo

Bush ou Kerry: para a Alemanha, poucas mudanças à vista

Enquanto o povo manifesta simpatia pelo candidato democrata, o chefe de governo alemão silencia a respeito de sua preferência. Seja qual for o resultado do pleito nos EUA, pouco deve mudar para a Alemanha.

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A maioria dos alemães está convicta de que John Kerry será o vencedor das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Em recente pesquisa de opinião realizada pelo instituto Forsa por encomenda da revista Stern, 59% dos entrevistados declararam esperar a vitória do candidato democrata; apenas 31% acredita na reeleição de George W. Bush. Se os alemães pudessem votar, a maioria em favor de Kerry seria ainda mais expressiva: em pesquisas anteriores, de 60% a 80% revelaram que votariam no desafiante do presidente.

Simpatia tão aberta levou o ex-embaixador norte-americano na Alemanha, John Kornblum, a alertar os alemães de expectativas exageradas quanto a uma mudança de governo em seu país. "Os alemães não deveriam partir do pressuposto de que John Kerry vai trazer de volta a chamada normalidade", declarou Kornblum ao jornal de Munique Münchner Merkur. O que deve mudar, no caso de uma vitória de Kerry, é o estilo nas relações, já que os democratas têm um jeito mais construtivo de fazer política externa e valorizam mais seus parceiros, acrescentou o ex-embaixador, ele próprio um democrata.

Governo silencia

Ao contrário da simpatia declarada da população, tanto o chanceler federal Gerhard Schröder quanto o ministro do Exterior, Joschka Fischer, silenciam a respeito de sua preferência. "A Alemanha vai manter uma boa cooperação com qualquer presidente eleito nos Estados Unidos", é o discurso oficial.

Verdade é que as relações entre os dois países sofreram durante a administração Bush a mais grave crise desde a Segunda Guerra Mundial. O 'não' do chefe de governo alemão à guerra no Iraque e a uma participação na campanha militar naquele país abriram um fosso entre os dois políticos. Schröder e Bush se reconciliaram publicamente, mas a amargura no campo pessoal ainda não foi superada, opina Christoph Bertram, diretor da Fundação Ciência e Política, de Berlim.

Temor do desconhecido

George Bush und John Kerry als Kürbis

Os candidatos sob o signo de Halloween

Bertram acredita que as relações entre o chanceler federal e Kerry seriam mais descontraídas, já que o democrata é mais aberto com relação aos europeus. Mas a Chancelaria Federal e o Ministério do Exterior salientam que não esperam uma guinada de 180 graus na política norte-americana, caso haja mudança no poder. Pelo contrário, temem que um Kerry vitorioso volte a confrontar a Alemanha com o desejo de um maior engajamento militar no Iraque. O lema é: "O Bush, nós conhecemos. E ele conhece a nossa posição. Já o Kerry é uma incógnita".

Bons ventos para as relações econômicas

Seja qual for a maioria de delegados no Colégio Eleitoral nos Estados Unidos, no campo da economia as relações entre os dois países devem continuar de vento em popa. "Os contatos econômicos entre as duas nações são tão sólidos e arraigados que as decisões políticas não têm nenhuma influência sobre elas", afirma Manfred Dransfeld, diretor-gerente da Câmara Teuto-Americana de Comércio, sediada em Nova York.

Os negócios não sofreram nem mesmo com a crise deflagrada pela guerra no Iraque. "Os investimentos de firmas norte-americanas na Alemanha até cresceram naquela época", lembra Dransfeld. No momento, ele registra novamente uma tendência positiva neste sentido. A implementação das reformas econômicas e no mercado de trabalho introduzidas pelo governo Schröder estaria sendo registrada com atenção no outro lado do Atlântico, resultando num novo aumento dos investimentos nos primeiros seis meses deste ano.

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