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Mundo

Bush, Otan e UE discutem objetivos comuns

A primeira viagem ao exterior do presidente dos Estados Unidos em seu segundo mandato foi em direção a Bruxelas. Um fato considerado de grande importância pela Otan e pela União Européia.

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Para Bush, aliança entre Europa e América é suporte central da segurança no novo século

Nesta terça-feira (22/02), o presidente norte-americano, George W. Bush, irá se encontrar em Bruxelas com as lideranças da União Européia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A tônica destes encontros é ressaltar a harmonia das relações entre Estados Unidos e Europa, coroando a ofensiva de charme iniciada pela secretária de Estado Condoleezza Rice em sua visita à Europa no começo do mês.

Juntos por objetivos comuns

Fraser Cameron, diretor do Centro de Política Européia, em Bruxelas, acha importante a mudança de tom em Washington e saúda a nova retórica da Casa Branca: "Mas os europeus também esperam que os norte-americanos mudem a política em áreas que lhes interessam, como o Oriente Médio, o meio ambiente, Kyoto ou instituições multinacionais".

Benita Ferrero-Waldner, comissária de Política Externa da UE, está confiante de que a visita do presidente norte-americano ajudará na resolução de problemas: "Isto não é só cosmética. Estou muito confiante de que, quando estivermos juntos, poderemos resolver muito mais problemas". Fraser Cameron acrescenta: "Em Washington, entenderam que os europeus têm muito a contribuir, pois os norte-americanos não podem fazer tudo sozinhos".

Suporte central da segurança no novo século

No seu pronunciamento desta segunda-feira em Bruxelas, George W. Bush conclamou os europeus a contribuírem para a estabilização do Iraque e lembrou os parceiros na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que "a aliança entre a Europa e a América é o suporte central de nossa segurança no novo século". As divergências sobre a guerra no Iraque pertencem ao passado, assinalou Bush.

Anti-Bush Proteste in Brüssel

Visita de Bush a Bruxelas também teve protestos contra o presidente norte-americano

Enquanto isso, os ministros das Relações Exteriores da União Européia aprovaram um plano para a formação de cerca de 700 funcionários para a polícia e a Justiça no Iraque. O gesto foi interpretado por analistas políticos como um sinal de boa vontade do bloco durante a visita de Bush.

Nos importantes encontros do presidente norte-americano com os chefes de Estado e governo da Otan e da UE, nesta terça-feira, dez líderes políticos enfocarão temas diversos. O presidente francês, Jacques Chirac, por exemplo, abordará a integração européia, enquanto o premiê britânico, Tony Blair, falará do Oriente Médio e o alemão, Gerhard Schröder, sobre o Irã. O bloco europeu exige um papel mais ativo nas negociações sobre o fim do programa nuclear iraniano. A reunião na Otan terá a participação do presidente ucraniano Viktor Yushchenko, embora seu país não participe da aliança militar.

Schröder: Otan é fórum de decisões políticas

Fraser Cameron defende a sugestão do chanceler alemão, Gerhard Schröder, de que a Otan não deva ser apenas uma aliança militar, mas também um foro de decisões políticas entre a América e a Europa. Apesar das críticas iniciais, entrementes o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, e o encarregado de Política Externa e de Segurança da UE, Javier Solana, começam a concordar com a idéia.

Schröder quer evitar novas decisões unilaterais dos EUA, como na invasão do Iraque. "Só se pode assumir responsabilidades conjuntas por coisas que foram decididas em conjunto", argumenta o chefe de governo de Berlim.

Polizeieinsatz bei Bush- Besuch in Brüssel

Forte esquema de segurança cerca a visita

O diretor do Centro de Política Européia, Fraser Cameron, acredita que a guerra no Iraque foi um "tremendo choque" para os europeus, mas não demorou para que assumissem uma estratégia conjunta. "Eles aprovaram uma Constituição, o que é um sinal positivo. Os três grandes, alemães, franceses e britânicos, trabalham bem unidos em relação ao Irã. Parecem saber que atingem mais se falam em uníssono do que se falassem num coro de 15 ou, como agora, 25 vozes."

Muito por esclarecer

Cameron acredita que em dez anos seja assinado um acordo básico que redefinirá as relações entre os Estados Unidos e uma União Européia que continua se expandindo. O quanto a esperada harmonia entre os dois lados do Atlântico vai frutificar, terá de ser comprovado por gestos políticos concretos. Por exemplo: a UE quer atender a um desejo de seu importante parceiro comercial e suspender o embargo de armas contra Pequim em junho.

Os EUA argumentam que isto representaria uma ameaça a Taiwan e arredores. A intenção européia, no entanto − e isto Ferrero-Waldner pretende explicar a sua colega de pasta Rice − é ao mesmo tempo impor um código de conduta que restrinja a exportação de armas, de forma que os europeus acabem não vendendo mais armas. Uma fórmula bastante difícil de explicar aos representantes do governo Bush.

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