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Mundo

Bush faz as pazes com Schröder

O fim das irritações entre Alemanha e EUA por causa do Iraque foi declarado pelo presidente George W. Bush e o chanceler federal Gerhard Schröder, em Nova York, depois de sua primeira conversa em 16 meses.

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Sorridentes, Schröder e Bush encerram a pior crise nas relações teuto-americanas do pós-guerra

"Nossas diferenças estão superadas", disse o presidente da única superpotência mundial, George W. Bush, depois de conversar durante 40 minutos com o chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, à margem da Assembléia Geral da ONU. Schröder secundou o seu anfitrião dizendo: "De fato, acabaram as diferenças que havia entre nós". Assim, os dois mandatários oficializaram o fim da pior crise nas relações teuto-americanas depois da Segunda Guerra Mundial, gerada pelo não categórico de Berlim à guerra dos EUA e Grã-Bretanha, que derrubou o regime de Saddam Hussein.

Mas nem tudo de repente ficou róseo nas relações entre Washington e Berlim, depois da cúpula Bush-Schröder, no Hotel Waldorf-Astoria, onde ambos se hospedaram. Os dois continuam discordando sobre prazos para a devolução do governo e da soberania do Iraque aos iraquianos. Berlim quer que seja logo, enquanto Washington se diz mais preocupado com a segurança e a reconstrução do país devastado pelo boicote internacional e os bombardeios.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, e o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, que participaram do encontro de cúpula, foram encarregados de cuidar de uma aproximação dos dois lados na questão da soberania iraquiana. O desacordo está nos prazos para a concretização desta meta.

Fischer bei Powell

Colin Powell e Joschka Fischer

Bush adotou um tom conciliatório já na véspera da cúpula, dizendo que entendia a posição pacifista alemã, por causa da Segunda Guerra Mundial. Ao que parece, Schröder não cedeu às pressões de Bush para que os aliados destaquem soldados para uma tropa multilateral sob comando americano no Iraque. Oficialmente, o governante alemão limitou-se a repetir sua oferta de ajuda para a reconstrução do Iraque e formação de policiais iraquianos na Alemanha.

O Afeganistão foi outro assunto da cúpula teuto-americana. Bush elogiou e agradeceu a forte participação alemã na tropa de paz da ONU em Cabul. O presidente também prometeu apoiar uma ampliação do mandato da tropa multilateral ISAF para permitir uma equipe alemã de reconstrução em Kunduz.

Depois de Bush, Schröder encontrou-se com os presidentes da França, Jaaques Chirac, e da Rússia, Vladimir Putin, que chegaram a formar um eixo de resistência à guerra anglo-americana. Agora, seis meses depois, este eixo se enfraqueceu e, pelo visto, sem deixar vestígios de resistência em Moscou. Antes de encontrar-se com Bush em Nova York, Putin se declarou disposto a mandar tropa ao Iraque e admitiu até submeter seus soldados numa tropa multilateral a um comando americano. Berlim e Paris ainda não admitem ir tão longe.

O primeiro encontro de Schröder com Bush, em 16 meses, simboliza a volta da amizade entre Alemanha e EUA desde o fim da Segunda Mundial, em 1945, segundo o coordenador das relações teuto-americanas, pelo lado alemão Karsten Voigt. Mas este é também de opinião que relações entre os dois países têm que mudar.

"Hoje os americanos nos pedem e esperam, com toda razão, a nossa solidariedade no combate ao terrorismo internacional também fora da Europa", esclareceu Voigt acrescentando: "Eles acham que nós alemães temos que nos engajar política e militarmente na segurança internacional. Acontece que, por causa de interesses e capacidade limitados, nós temos que decidir exatamente onde queremos e podemos atuar".

A cúpula representaria também uma chance de mudanças nas relações entre os EUA e a Europa, bem como uma renovação nas relações transatlânticas, avaliou o coordenador das relações teuto-americanas. Voigt destacou que "o presidente Bush mantém sua posição, mas tem que entender, e parece que está entendendo por causa da discussão na ONU, que os EUA precisam dos aliados para encontrar uma solução para o Iraque. Por isso o governo americano vai se abrir para uma influência e os argumentos dos europeus".

Não há uma posição franco-alemã contra uma resolução do Conselho de Segurança sobre o Iraque, garantiu Voigt. Alemanha e França poderão tanto se abster de votar quanto aprovar um projeto de resolução, mas neste caso exigem duas condições: a devolução do governo do Iraque aos iraquianos e um papel mais importante da ONU no país. O presidente Bush insiste em manter a administração e o comando militar em mãos americanas. Berlim e Paris querem também que árabes moderados e Estados islâmicos se engajem mais na reconstrução e pacificação do Iraque.

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