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Mundo

Bush cria Dia Teuto-Americano

O presidente Bush declarou seis de outubro "Dia Teuto-Americano", de forma surpreendente, num segundo passo na distensão das relações bileterais, estorvadas pela rejeição de Berlim a um ataque militar contra o Iraque.

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Bush discursa no Parlamento em Berlim, nos tempos de boas amizades

A Casa Branca anunciou, neste sábado (5), que a criação do Dia Teuto-Americano é para lembrar as relações históricas entre os Estados Unidos e a Alemanha. A amizade de ambos os países teria sido forjada depois da Segunda Guerra Mundial e fundamentada no respeito mútuo. A declaração de Bush destaca que a Alemanha apoiou muito os EUA depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. As diferenças na política para o Iraque estorvaram gravemente as relações teuto-americanas nas últimas semanas.

Os indícios de uma distensão multiplicam-se desde o dia da Unidade Alemã, na última quinta-feira (3), quando o presidente americano mandou uma carta congratulando o seu colega alemão Johannes Rau pelo 12º aniversário da unificação da Alemanha. No dia seguinte, o chefe do Departamento de Estado americano, Colin Powell, telefonou ao ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer. O ministro do Partido Verde irá a Washington em breve.

Motivo das desavenças

Durante a campanha para a eleição do novo Parlamento, o chefe de governo, Gerhard Schröder, havia anunciada que a Alemanha não participaria de uma intervenção militar no Iraque, mesmo com um mandato da ONU. Irritado e ofendido, Bush não parabenizou Schröder por sua vitória eleitoral de 22 de setembro, desconsiderando uma tradição diplomática. Em represália à atitude antibélica alemã, o secretário da Defesa americana, Donald Rumsfeld, evitou encontrar-se com o seu colega alemão Peter Struck, na última conferência da OTAN, em Varsóvia. Rumsfeld alegou que a atmosfera teuto-americana estava envenenada.

Mesmo depois da reeleição da sua coalizão de governo, Schröder confirmou a posição categórica da Alemanha contra uma intervenção militar para desarmar o Iraque. Mas, ao mesmo tempo, foi a Londres conversar com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, o maior aliado de Bush, a fim de tentar uma reaproximação com Washington. Com o mesmo propósito, conversou com o presidente francês, Jacques Chirac, em Paris, esta semana.

Desestabilização no Oriente Médio

Schröder justificou sua oposição aos planos bélicos dos EUA contra o Iraque com o temor de uma nova guerra desestabilizar a situação em todo o Oriente Médio e contribuir para um agravamento da conjuntura internacional, através de aumentos exorbitantes dos preços do petróleo. Além disso, não haveria um plano para reconstrução do Iraque após uma eventual queda do regime de Saddam Hussein. Outro motivo alegado pelo chanceler federal alemão é o fato de a luta contra o terrorismo ainda não ter atingido a sua finalidade. A prioridade deve ser uma solução pacífica para o conflito isralense-palestino, segundo ele.

Schröder repetiu várias vezes que ninguém poderia acusar o seu governo de falta de solidariedade com os Estados Unidos, porque a Alemanha tem a segunda maior participação na luta antiterror, no Afeganistão e no Chifre da África. E isso o presidente Bush reconheceu quando declarou seis de outubro Dia Teuto-Americano.

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