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Mundo

Burundi elege presidente em meio a violência

Presidente Pierre Nkurunziza deve confirmar o terceiro mandato, apesar dos protestos contra a sua candidatura. Milhares de pessoas fogem do país devido à violência.

Ao menos um policial e um civil foram mortos nas horas que antecederam o início das eleições presidenciais no Burundi, que acontecem nesta terça-feira (21/07). Explosões e tiros foram ouvidos pela capital, Bujumbura.

O assessor de comunicação da presidência, Willy Nyamitiwe, culpou a oposição e os organizadores dos protestos que ocorrem há semanas pelos incidentes. "As pessoas estão fazendo isso para intimidar os eleitores. Eles não querem que os eleitores vão as urnas", disse Nyamitiwe.

Os protestos começaram em abril, quando o presidente Pierre Nkurunziza, de 51 anos, anunciou que concorreria a um terceiro mandato. Grupos da sociedade civil e opositores defendem que a candidatura de Nkurunziza é inconstitucional e uma violação do acordo de paz que pôs um fim a 12 anos de guerra civil e massacres de motivação étnica em 2006.

Segundo observadores, o início da votação foi de aparente tranquilidade. Cerca de 3,8 milhões de eleitores são esperados. A expectativa é de que Nkurunziza vença o pleito, assumindo pela terceira vez o mandato, apesar de três meses de protestos, apelos da comunidade internacional e instabilidade política, com milhares de pessoas fugindo da violência no país.

Um dos principais líderes da oposição, Agathon Rwasa, desistiu formalmente de concorrer, argumentando que a eleição não pode ser livre nem justa. Ele não fez campanha. O oposicionista Jean Minani, como muitos outros, também boicotou as eleições.

A mídia local informa que integrantes da oposição estão saindo do país, engrossando assim as estimativas de êxodo de mais de 150 mil pessoas, que temem o recomeço de um conflito militar. Em meados de maio, rebeldes tentaram derrubar Nkurunziza depois de não conseguirem organizar uma rebelião no norte do país.

Conforme informações da organização Médicos Sem Fronteiras, milhares de pessoas fogem do país todos os dias pelas florestas em direção à Tanzânia. "Muitos fugiram à noite, no escuro e sem os seus pertences", afirmou a ONG.

Doadores ocidentais e países vizinhos estão preocupados com a tensão na região e com o histórico de conflitos étnicos no país. Eles sugeriram que as eleições fossem adiadas. Nkurunziza se baseia em uma decisão judicial para concorrer novamente a um terceiro mandato. O governo também argumentou que já atrasou as votações o máximo que podia e prometeu um pleito justo.

As votações já começaram na área rural e também na capital, onde eleitores formaram filas nos locais de votação. O apoio a Nkurunziza é muito forte na capital. Mas, em alguns distritos de Bujumbura, poucas pessoas foram às urnas. Conforme a agência de notícias Reuters, muitas delas se encontravam fechadas mesmo após a hora oficial de abertura, às 6h.

MP/afp/rtr/ap

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