1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Migração

Bundeswehr deve participar de missão da UE no Mediterrâneo

Ministros aprovam envolvimento das Forças Armadas alemãs em operação de combate a traficantes de pessoas. Aval do Parlamento ainda é necessário. Objetivo da missão é apreender e destruir embarcações.

A Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) está um passo mais perto de participar da missão militar da União Europeia contra os traficantes de pessoas no Mar Mediterrâneo. Na reunião ministerial desta quarta-feira (16/09), em Berlim, foi aprovado o envio de 950 soldados alemães para a região. A participação da Bundeswehr precisa agora do aval do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão).

A segunda fase da missão europeia EUNAVFOR MED, cujo início foi aprovado pelos países do bloco nesta segunda-feira, visa apreender e destruir embarcações de transporte ilegal de refugiados em águas internacionais entre a Líbia e a Itália.

O alvo da ofensiva são os atravessadores no norte da África, que põem em risco a vida de milhares de pessoas que tentam chegar à Europa. A primeira fase da operação consistiu no resgate de migrantes e na coleta de informações sobre as atividades dos traficantes.

Em maio deste ano, a Bundeswehr enviou duas embarcações com cerca de 320 soldados, que se somaram a outras duas no Mediterrâneo, para ajudar nas missões de resgate. Estima-se que mais de 7.200 pessoas tenham sido resgatadas.

A Organização Internacional de Migração estima que, desde o inicio do ano, cerca de 350 mil pessoas tenham se arriscado na travessia do Mediterrâneo, e calcula que em torno de 3 mil tenham perdido suas vidas.

O planejamento da missão da UE inclui também uma terceira fase, em que as forças internacionais deverão se envolver em atividades no território líbio. Para tal, porém, ainda será necessária a aprovação do Conselho de Segurança da ONU ou do governo da Líbia, que vive uma situação caótica em meio à luta pelo poder em diversas regiões do país.

Além disso, muitos Estados-membros do bloco europeu não veem com bons olhos essa opção, temendo que as forças internacionais acabem se envolvendo em combates com as milícias que disputam o poder no país.

RC/afp/dpa

Leia mais