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Alemanha

Bundestag contabiliza danos após ataque cibernético

Substituição da rede de computadores não seria necessária, afirma porta-voz da câmara, ainda que parte do sistema deva ser reinstalada. Vírus utilizado seria o mesmo do ataque à francesa TV5 Monde, em abril.

O porta-voz do Bundestag, Norbert Lammert, negou nesta quinta-feira (11/06) rumores na imprensa de que os

mais de 20 mil computadores da câmara baixa do Parlamento alemão

precisariam ser substituídos, após o

ataque cibernético

ao sistema de informática da Casa, ocorrido no mês de maio.

Uma operação desse porte custaria milhões de euros e poderia levar meses até ser concluída. Lammert, que se reuniu na quinta-feira com parlamentares para discutir a extensão do ciberataque, admitiu, porém, ser possível que uma parte da rede de computadores tenha de ser removida e, posteriormente, reinstalada

O porta-voz para assuntos de internet do partido governista União Democrata Cristã (CDU), Thomas Jarzombek, afirmou ao jornal Die Zeit que apenas uma quantidade controlável de servidores precisa ser reinstalada. "O hardware do sistema não foi afetado", afirmou.

O site da revista Der Spiegel, citando uma fonte do Parlamento, afirmou que os vírus utilizados no ataque, que se infiltraram nos computadores, ainda estariam ativos. Entretanto, Lammert contestou essa hipótese, afirmando que nenhum dado aparentava ter sido desviado do sistema de TI do Bundestag nas últimas duas semanas.

A declaração contradiz o depoimento de uma porta-voz da casa feito no dia 29 de maio, no qual ela afirmava que diversos "vazamentos dispersos de dados" haviam sido detectados.

De Mazière oferece ajuda do BfV

O presidente do Departamento Federal de Proteção à Constituição (BfV, na sigla em alemão), Hans-Georg Maassen, acredita que um governo estrangeiro possa estar por trás do ataque, e reiterou alertas contra hackers russos.

"Minha agência confirmou repetidas vezes que os ataques cibernéticos de serviços da Rússia são altamente sofisticados, e nos causam grande preocupação", afirmou.

Por esse motivo, o ministro do Interior, Thomas de Mazière, ofereceu os serviços do BfV ao Bundestag, no intuito de investigar a origem do ataque. O órgão é responsável pelas atividades de contrainteligência do país.

A decisão de aceitar a ajuda do BfV está a cargo dos parlamentares, muitos dos quais têm reservas quanto ao envolvimento da agência, uma vez que ela poderia obter acesso aos e-mails dos membros do Bundestag.

O jornal Die Zeit, citando fontes das autoridades de segurança, noticiou nesta sexta-feira que o vírus teria chegado à rede do Parlamento através de e-mails.

Segundo a reportagem, os mesmos vírus teriam sido utilizados no ataque cibernético à rede de televisão francesa TV5 Monde, em abril. As autoridades da França também suspeitam de que hackers da Rússia estariam por trás da invasão.

RC/dpa/afp/rtr

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