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Esporte

Bundesliga ainda gasta milhões com transferências

Apesar da crise econômica que muitos clubes alemães da primeira divisão atravessam, investir em novos craques continua em alta. Na esperança de formar equipes de qualidade, já foram gastos mais de 65 milhões de euros.

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O brasileiro Lúcio foi a mais cara transferência da temporada

Ao término de cada temporada do Campeonato Alemão, os clubes começam a remanejar seus jogadores e ambicionar craques. É hora da dispensa, venda e principalmente o momento ideal para a aquisição de novos reforços. Esse troca-troca de jogadores no circuito mais importante do futebol alemão sempre chama a atenção pela volumosa quantia de dinheiro envolvida em tal estratégia.

Neste período de 2004, os 18 clubes da Bundesliga já desembolsaram mais de 65 milhões de euros na contratação de mais de 120 jogadores. Um valor superior ao registrado em 2003 (57 milhões até 31 de agosto), mas bem inferior à inesquecível temporada de 2001/2002, quando os gastos bateram o recorde de 150 milhões de euros.

Hora de poupar

Agora os tempos são outros e economizar continua sendo a palavra de ordem. Ou seja, os clubes alemães ainda gastam, mas passaram a pesquisar bem mais antes de investir. Eles buscam, por exemplo, craques em término de contrato, talentos que ainda não estão supervalorizados no mercado e também ficam de olho em jogadores estrangeiros.

"Não temos dinheiro para jogar fora!", afirmou Rudi Assauer, diretor do Schalke, resumindo bem o espírito atual do futebol alemão. Este novo posicionamento se distanciou do modelo ainda vigente na Itália, Espanha e especialmente Inglaterra, onde os clubes desembolsam verdadeiras fortunas para garantir a aquisição de estrelas do futebol.

Lúcio, o grande astro

A transferência mais cara de 2004 no futebol alemão foi a do brasileiro Lúcio, que saiu do Bayer Leverkusen para integrar a equipe do Bayern de Munique por 12 milhões de euros. O segundo mais bem cotado foi o alemão Torsten Frings, que deixou o Borussia Dortmund para também fazer parte do time do kaiser Beckenbauer por 9 milhões de euros.

Um dado curioso é que mais de 40% do valor total despendido com transferências nesta temporada saiu do cofre do Bayern de Munique. O clube bávaro gastou 25,5 milhões de euros e não se desfez de nenhum craque de peso, ou seja, não arrecadou nada. Bem ao contrário do Borussia Dortmund, que não investiu e optou pela venda de alguns craques para ter dinheiro em caixa.

Outros três clubes, Freiburg, Kaiserslautern e Mainz, também não gastaram nada. Alguns, entretanto, fizeram mudanças radicais em sua equipe, como o Nurembergue, que se desfez de 15 e adquiriu 11 novos jogadores, ou o Bayer Leverkusen, que buscou 9 e se despediu de 12 craques.

Brasileiros no troca-troca

Os jogadores brasileiros continuam disputados pelos clubes alemães. Aílton, por exemplo, detentor do título de artilheiro da última temporada, deixou o Werder Bremen para vestir a camiseta do Schalke. Confira a recente transferência de brasileiros na Bundesliga na relação abaixo (entre parênteses os times em que atuavam):

- Hanôver 96: Leandro (Young Boys Bern)

- Schalke: Marcelo José Bordon (Stuttgart), Aílton (Werder Bremen), Lincoln (Kaiserslautern)

- Nurembergue: Leandro da Silva (Américo Mineira)

- Bayern de Munique: Lúcio (Bayer Leverkusen)

- Bayer Leverkusen: Roque Júnior (AC Milão)

- Werder Bremen: Gustavo Nery (São Paulo)

- Hertha: Gilberto da Silva Melo (São Caetano)

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