1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Bulgária desliga reatores nucleares antes de ingressar na UE

Exigida pela União Européia, desativação faz com que o país deixe de ser o maior exportador de energia dos Bálcãs. Búlgaros acatam decisão, mas lembram que segurança das unidades foi atestada por especialistas.

default

Usina de Kozloduy fornece energia à Bulgária e a países vizinhos, como Grécia e Turquia

O dia 1º de janeiro de 2007 marca não apenas o ingresso da Bulgária na União Européia (UE), mas também o fim de uma era para o país: com o desligamento de mais dois reatores da usina nuclear de Kozloduy, a Bulgária deixará de ser o maior exportador de energia dos Bálcãs. Não só isso: o país poderá até se ver obrigado a importar energia.

O fim das atividades dos reatores 3 e 4 – que, pelas projeções do fabricante soviético, poderiam funcionar até 2010 e 2012, respectivamente – deverá trazer graves prejuízos financeiros para o país. "A Bulgária perderá até 10 bilhões de euros", afirma o jurista Atanas Semov, do comitê popular para o salvamento da usina nuclear. Caso os preços do petróleo continuem subindo, as perdas poderão ser ainda maiores.

A usina de Kozloduy, situada 200 quilômetros ao norte de Sófia, às margens do rio Danúbio, fornece energia para Albânia, Grécia, Macedônia, Romênia, Sérvia, Kosovo e Turquia. "As duas unidades garantiram o fornecimento de energia para os Jogos Olímpicos na Grécia", afirmou Semov.

População é contra

O comitê do qual Semov faz parte já reuniu mais de 518 mil assinaturas a favor de um referendo popular sobre Kozloduy. Pesquisas indicam que três em cada quatro búlgaros são contra a desativação dos dois reatores. Até o presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, chegou a afirmar que alimentava esperanças de que a UE ampliasse o prazo para o desligamento dos reatores.

Mas a União Européia se mostrou irredutível. "A situação é muito clara", disse o responsável por energia nuclear da Comissão Européia, Roland Kobia. "O desligamento é uma obrigação que consta no tratado de adesão da Bulgária. Não há nada para negociar."

Segurança

Bulgarien Atomkraftwerk Koslodui

Funcionários trabalham no controle dos reatores 3 e 4

O principal argumento dos búlgaros contra o fim das atividades dos reatores é que eles preenchem os requisitos de segurança da UE, avaliados em 2003 por especialistas europeus. "Estaremos tirando de funcionamento dois reatores totalmente seguros", afirmou o diretor da usina, Ivan Genov, para quem os motivos do desligamento são "puramente políticos".

O desligamento dos reatores significará ainda um aumento do preço da energia no país. A usina, que passará a contar com apenas dois reatores a partir de 2007, já anunciou alta de 18% no preço da energia produzida.

Usina já teve seis reatores

Nos seus melhores tempos, a usina de Kozloduy manteve em funcionamento seis reatores: quatro deles antigos, com capacidade de produção de 440 megawatts, e dois novos, com capacidade de 1.000 megawatts. Pré-requisito para o início das negociações sobre o ingresso da Bulgária na UE foi o desligamento dos reatores 1 e 2, os mais antigos antigos, já em 2002.

A justificativa da UE para pedir o fim das atividades dos reatores é o compromisso assumido pelas sete nações mais industrializadas do mundo de desligar todos os reatores de primeira geração, o que inclui os quatro primeiros de Kozloduy. Os reatores 3 e 4 devem ser desligados no dia 31 deste ano.

Leia mais