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Alemanha

Budismo encontra novos adeptos na Alemanha

O budismo tem seguidores em todo o mundo, também na Alemanha. E grande parte de seu avanço é atribuída ao carisma e exemplo do líder espiritual tibetano, Dalai Lama.

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Budistas alemães durante meditação

Embora seja difícil fazer uma estimativa precisa do número dos adeptos do budismo no país, a União Budista Alemã (DBU) estima que haja cerca de 130 mil praticantes. E o interesse das pessoas por esta religião parece ter aumentado neste país tradicionalmente cristão.

"Nós estamos definitivamente passando por uma fase ascendente" disse Helge Latenza, do escritório principal da DBU, "mas é uma curva delicada".

Delicada ou não, bem mais alemães têm se convertendo ao budismo do que ao islamismo. No mês passado, de acordo com Ministério alemão do Interior, havia um máximo de 40 mil muçulmanos convertidos morando na Alemanha.

Embaixador maravilhoso

Qual é a razão para este interesse crescente no budismo, mesmo não sendo reconhecido como grupo religioso pela lei alemã? David Schneider, um dos professores sênior da escola budista Shambala, diz que um dos fatores é que o budismo é uma religião tolerante, aberta a qualquer um.

"Nunca houve uma guerra budista", disse Schneider. "Eu acho que uma das coisas que assustam as pessoas hoje em dia são os grupos religiosos extremistas. E o budismo é contrário ao extremismo, você não pode ser um budista extremista."

Dalai Lama in Österreich

Dalai Lama, considerado por muitos mais popular que o Papa

A crescente disseminação budista em todo o mundo pode, ao menos em parte, ser atribuída ao Dalai Lama, líder espiritual tibetano.

"A mídia tem tido um grande interesse no budismo em parte por causa dele," disse Schneider, acrescentando que embora seja visto muitas vezes com líderes e celebridades mundiais, ele é um monge sério e um praticante que não perdeu a compaixão.

"As pessoas gostam de estrelas, e ele é uma estrela e um embaixador maravilhoso," afirmou.

Apelo aos sentidos

Inken Prohl, teólogo da Universidade de Heidelberg, concorda que o fascínio pela Ásia e pelo budismo tem muito a ver com o trabalho e perfil do Dalai Lama, mas acredita que as pessoas também estão buscando cuidado e compaixão, além de respostas que a fé cristã tem sido incapaz de lhes fornecer.

"As pessoas estão procurando formas de se levar adiante suas vidas, maneiras de lidar com ela", disse Prohl, lembrando que as principais Igrejas não se dirigem ao corpo e aos sentidos, como o budismo faz.

"Apelar aos sentidos é muito importante," ele disse, "e o budismo faz isso com meditação, exercício físico e uma estética simples."

À procura da felicidade

Há um certo modismo neste interesse, mas isto não torna o budismo menos válido, afirma Latenza, da DBU. "O interesse de certas pessoas pode ser superficial, mas o fato é que o budismo dá realmente respostas aos problemas de hoje," ele afirmou. "As pessoas querem aprender como viver uma vida feliz."

Mönche in Burma

Tradicional face do budismo

O budismo é uma religião que exige auto-reflexão, o que o praticante Volker Wieprecht considera "um presente valioso". Depois de quase duas décadas testando tudo que pudesse trazer felicidade e sentido à sua vida, de repente ele percebeu que poderia encontrar o que procurava no que descreve como um "sistema filosófico totalmente confiável".

Para Wieprecht, budismo significa "muito menos drama e muito mais alegria". Mas ele também admite que viver de acordo com o budismo é um longo projeto de vida.

Tendência sustentável?

Isso não significa a mesma coisa para todos, de fato o budismo empresta-se perfeitamente aos novatos. Qualquer um é bem-vindo e a extensão das práticas é determinada pelo indivíduo.

Mas se o budismo é algo de que se pode entrar e sair, é incerto qual será a profundidade de suas raízes na Alemanha, ou se ele continuará a crescer. David Schneider acredita que a tendência pode diminuir, quando as pessoas perceberem o trabalho que seguir o caminho budista implica.

"O modismo não levará você muito longe. Mesmo se pessoas bonitas e famosas estejam trilhando o mesmo caminho, em última instância todos precisam ir sozinhos", observou. "Mas em meio ao estresse da vida moderna, o budismo tem muito a oferecer."

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