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Alemanha

Bruxelas não é Babilônia

A ampliação da União Européia torna ainda mais complexa a questão da diversidade lingüística. Multidões de tradutores e intérpretes contribuem para que Bruxelas não se transforme numa Babilônia.

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Comunicar-se é preciso

Na conferência de cúpula realizada em Copenhague de 12 a 14 de dezembro, não foram apenas os dez países cujo ingresso foi aprovado que saíram vencedores. Um grupo de profissionais também anda esfregando as mãos de satisfação, pois a União Européia vai precisar deles agora mais do que nunca: tradutores e intérpretes.

20 línguas, 460 combinações

Na atual constelação de 15 países-membros, com 11 línguas oficiais, atuam em Bruxelas e Estrasburgo entre 700 e 800 tradutores e intérpretes, possibilitando a compreensão de parlamentares, comissários e negociadores entre si. Com o ingresso do Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca, a 1º de maio de 2004, serão acrescentadas nove línguas oficiais, totalizando portanto 20. Disso resultam 460 possíveis combinações para os tradutores. E para cada nova língua oficial da comunidade, são necessários entre 120 e 130 profissionais do ramo.

O orçamento da UE destina atualmente 700 milhões de euros por ano para as traduções — o que corresponde a dois euros por habitante da comunidade. As nove novas línguas oficiais vão representar custos adicionais de 10 cents de euro por habitante, afirma Ian Andersen em entrevista à DW-WORLD. Andersen é porta-voz do serviço de tradutores e intérpretes da UE — o Joint Interpreting and Conference Service (JICS).

Do estoniano para o húngaro e vice-versa

Um em cada três funcionários da UE trabalha no setor lingüístico. Muitos vêem nesse fato uma prova de que a burocracia em Bruxelas e Estrasburgo assumiu dimensões monstruosas. Mas faz parte dos inabaláveis fundamentos políticos da comunidade que todas as línguas têm os mesmos direitos — pelo menos em princípio.

"Numa conferência, por exemplo, pode acontecer de a gente negociar em francês, alemão, húngaro, estoniano e polonês", relata Andersen. Na prática, procura-se freqüentemente simplificar, também para reduzir os custos. Antes do início de um encontro, chega-se então a um consenso sobre a redução a apenas algumas das línguas dos participantes — ou mesmo apenas um idioma conjunto. Depende também da importância das negociações e do público-alvo.

Além disso, todos os representantes oficiais dos países-membros na UE precisam dominar uma das três línguas principais: inglês, francês ou alemão. Por isso muitos documentos são redigidos apenas nesses três idiomas. Ainda assim, sempre há profissionais poliglotas à disposição, quando se realizam encontros, por exemplo, dos deputados do Parlamento Europeu.

Metiê sensível

O JICS vem se dedicando à formação de tradutores e intérpretes dos novos países-membros em potencial — inclusive Bulgária, Romênia e Albânia — desde 1990. Os critérios são rigorosos — é preciso prevenir deslizes num metiê tão sensível como este. Foi especialmente difícil recrutar candidatos apropriados nos três países bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia —, porque neles não existe a tradição de se formarem tradutores.

Andersen está no entanto confiante de que haverá um número suficiente de tradutores qualificados dos idiomas bálticos à disposição, quando se realizar a primeira conferência com a participação dos novos membros. Uma qualificação que compensa. A UE é um empregador atraente, pagando um salário inicial de 3000 euros para intérpretes. Profissionais altamente qualificados podem chegar a ganhar 14 mil euros por mês. Vale a pena ser poliglota na Europa unificada!

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