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Alemanha

Breakfast at Tiffany's à alemã

Parece liquidação: inúmeras pessoas se espremem na entrada da loja de móveis sueca, em Berlim. Pontualmente às nove horas, abrem-se as portas e todos partem em disparada. Destino? O restaurante!

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Gostoso, barato e na moda

É como se alguma coisa estivesse sendo distribuída gratuitamente. Não é bem assim, mas também não é de todo errado: o café-da-manhã – dois pães, uma fatia de salmão, patê, queijo, assim como geléia e café – pelo preço de 1,50 euro. Por alguns centavos a mais, pode-se consumir a refeição à la carte. Tão barato que alguns se tornaram clientes fiéis da loja de móveis, que, por sua vez, aumentou seu status e está sendo quase cultuada.

Totalmente na moda

E a rede de lojas Ikea não está sozinha: outras grandes lojas de departamento para móveis e estabelecimentos menores disponibilizam aos clientes seus próprios restaurantes. Tomar café-da-manhã na loja parece estar na moda – e não só para os idosos. Ao menos aos finais de semana, centenas de jovens se encontram para o famoso "Breakfast at Billy's".

A matriz alemã da Ikea, em Wallau em Frankfurt, está bastante satisfeita com esse novo costume alimentar, que se tornou uma febre. "Muitos planejam sua nova cozinha dentro do restaurante, outros vêem para observar as pessoas ou mesmo só para bater-papo", conta Kai Hartmann. "As pessoas não utilizam o tempo só para comprar alguma coisa, mas também para se divertir". A cadeia Ikea serviu quatro milhões de cafés-da-manhã entre 2004 e 2005 e a tendência parece estar em ascensão.

Comprar de barriga cheia

A tendência se espalhou pelo país, principalmente nas metrópoles. A rede que faturou 2,77 bilhões de euros parece não temer que suas lojas sejam utilizadas como restaurantes de beira de estrada ou como jardim-de-infância no seus espaços de recreação para crianças. A maioria das pessoas acaba comprando nem que seja o quase obrigatório pacote de velas para rechaud – e muitos investem até mais.

Muitas das outras lojas de artigos e móveis para casa também contam com ofertas gastronômicas. De vez em quando, o cliente recebe o jornal de graça, de vez em quando, um capuccino. "É certamente parte da estratégia de marketing", diz Hubertus Pellengahr, porta-voz da Associação Alemã do Comércio Varejista.

Antes, fazer compras dizia respeito somente a adquirir um artigo, mas nos últimos anos, percebeu-se o valor que os restaurantes têm. "Uma evolução bastante satisfatória", afirma Pellengahr. No final das contas, a idéia é que o cliente coma enquanto compra, não o contrário.

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