Brasileiros ficam em Portugal mesmo com a crise econômica | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 04.08.2011
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Brasil

Brasileiros ficam em Portugal mesmo com a crise econômica

Relatório oficial mostra que comunidade brasileira continua aumentando, mas associação de imigrantes vê tendência de queda. De cada quatro estrangeiros no país europeu, um vem do Brasil.

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O número de estrangeiros em Portugal diminuiu 1,97% em 2010, mas a comunidade brasileira no país continua crescendo apesar da crise que atinge a economia local.

Segundo o mais recente relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, havia 445.262 estrangeiros no país europeu em dezembro de 2010, dos quais 119.363 eram brasileiros. Isso significa que uma pessoa em cada grupo de quatro estrangeiros é brasileira.

Em 2010, a comunidade brasileira em Portugal ganhou mais 3 mil integrantes, uma alta de 2,7% em relação a 2009. Os brasileiros são o maior grupo de estrangeiros em Portugal.

Tendência de queda

Para Gustavo Behr, vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, uma associação de defesa dos direitos dos imigrantes, o aumento no número de brasileiros é explicado principalmente pela regularização de imigrantes ilegais que vem ocorrendo nos últimos anos.

Ele prevê que, se a crise se agravar em Portugal, não haverá um aumento significativo de brasileiros nos próximos anos. De um modo geral, Behr afirma que a tendência é de queda no fluxo de imigrantes brasileiros.

“O que nunca vamos conseguir calcular é a imigração não regularizada de brasileiros. Mas temos a percepção de que ela está diminuindo. Ao mesmo tempo, há um movimento grande de brasileiros regressando, bem como de portugueses que estão indo para o Brasil”, declarou à Deutsche Welle.

Crise e naturalização

No caso de outros países de língua portuguesa, a tendência é de clara queda no número de imigrantes em Portugal. A comunidade angolana, por exemplo, diminuiu 11,53% em 2010, segundo os números oficiais. Da Guiné-Bissau são menos 13,63%. Entre os cabo-verdianos, o recuo foi de 9,96%.

O governo português apresentou várias explicações para a diminuição no número de estrangeiros, sendo a principal delas a crise econômica. “Essa diminuição deve-se ao fato de o país estar em crise e ser menos atrativo para os fluxos migratórios, entre outras razões”, afirmou o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

Outro fator, afirma o SEF, é um crescimento do acesso à nacionalidade portuguesa por parte de estrangeiros residentes em Portugal. Depois dos brasileiros, as maiores comunidades estrangeiras em Portugal são oriundas da Ucrânia (49.505), de Cabo Verde (43.979), da Romênia (36.830), de Angola (23.494) e da Guiné-Bissau (19.817).

AS/dw/lusa
Revisão: Rodrigo Rimon

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