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Cultura

Brasileiro recebe prêmio na Bienal do Papel

O capixaba Hilal Sami Hilal arrebatou o segundo prêmio da Paperart 8, a maior mostra de arte em papel do mundo, que está sendo realizada na cidade de Düren.

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Obra de Helga Griffiths

Seu trabalho não é desconhecido do público europeu. Hilal Sami Hilal já esteve participando, por exemplo, da exposição coletiva Arte/Identidade, realizada pela Embaixada do Brasil na cidade de Siegburg, em 2000. Na ocasião, o público alemão ficou impressionado com a criatividade do brasileiro nascido em Vitória, Espírito Santo.

Desta vez, Hilal foi homenageado por seu trabalho na mais importante Bienal do Papel do mundo, a Paperart, que pode ser visitada até 2 de fevereiro de 2003 no Museu Leopold Hoesch, em Düren.

Sua obra realmente chama a atenção. Trata-se de uma espécie de colcha filigrana feita com papel confeccionado a partir de tecido, uma técnica secular. Hilal usou roupas de seus antepassados e amigos para conseguir o papel. Ele transformou o tecido de algodão em uma massa que foi posteriormente colocada num tubo e espremida sobre uma superfície.

O resultado é singular. Olhando de longe, a obra lembra uma colcha enorme em tons prata, ouro e cobre. De perto, os detalhes minuciosos do desenho são envolventes. A paciência e o cuidado são a tônica de sua instalação.

"Meu trabalho não respira apenas o movimento do meu corpo, ele abriga também algo dos meus parentes e amigos através dos restos de algodão de suas roupas que eu usei como material", explicou Hilal.

Turbulência e aproximação

Intitulada "Turbulências no Papel – Aproximação ao Imprevisível", a 8ª edição da Bienal do papel reúne 23 artistas internacionais, de nove países, e obras nada convencionais. Como a garagem de papel do alemão Gregor Schneider, reproduzida em tamanho original, ou a instalação de Andreas von Weizsäcker, um conjunto de moldes fragmentados de portas, janelas e escadas, feitas com papel machê, suspensas em uma grande sala.

A italiana Alba D’Urbano apresenta um jardim congelado, com rosas brancas, amorfas, dispostas em pedestais. À medida em que o visitante passeia pelo local, ouve vozes e sons. E por falar em interatividade, Roland Kreuzer organizou um livro com questionamentos, chamado de Livro da Europa. Em diversos idiomas, ele pergunta coisas como "o que é o ser humano?", "o que eu posso saber?", "o que vou esperar?". Três cadeiras e uma mesa de papel possibilitam ao público a chance de sentar e refletir sobre o tema.

O brasileiro Gustavo da Liña, que mora em Berlim, também participa da Bienal do Papel usando elementos africanos e místicos. Cada obra é única e completa. Zadok ben-David elaborou uma projeção de papéis picotados em movimento aliada à reprodução de uma pessoa em miniatura que fala sobre sua experiência com o papel. A figura parece ser tridimensional, pois o vídeo encaixa perfeitamente no recorte de um corpo humano de papelão disposto no centro da instalação.

O papel de Düren

Não é sem motivo que a Paperart 8 acontece em Düren. A cidade é famosa por suas fábricas de papel, instaladas na região desde a época da Revolução Industrial. Lá também funciona o Museu do Papel, que conta a história do material, realiza pequenas apresentações ao vivo sobre a fabricação caseira do papel, exibe vídeos educativos sobre o uso e a reciclagem do papel e ainda mostra como o mundo moderno depende deste produto.

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