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Brasil volta a defender uso da diplomacia para resolver conflito sírio

16 de setembro de 2013

Para chanceler Luiz Alberto Figueiredo, intervenção militar estrangeira só agravaria a situação no país. Ele também defendeu o fim da transferência de armas para a Síria.

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Foto: Antonio Cruz/ABr

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, voltou a defender nesta segunda-feira (16/09) uma solução política, e não militar, para o conflito na Síria.

"Esta é a hora de investirmos na diplomacia para a busca de uma paz duradoura. É hora de abandonarmos qualquer plano de intervenção militar estrangeira, o que só agravaria a situação", afirmou o ministro, que saudou os Estados Unidos e a Rússia pelo acordo firmado nos últimos dias.

Ele também reconheceu o avanço da Síria ao aceitar aderir à Convenção de Proibição ao Uso de Armas Químicas (Cpaq) e falou sobre a soberania do país e a necessidade de a comunidade internacional aceitar soluções da própria Síria para os seus conflitos.

Figueiredo defendeu ainda o fim da transferência de armas para a Síria. Para ele, esse deve ser o principal ponto da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o tema. Nesta segunda-feira, a Comissão de Inquérito das Nações Unidas para a Síria divulgou o resultado de um relatório que aponta que, apesar da constatação do uso de armas químicas, a maioria das mortes no conflito foi causada por armas de fogo convencionais.

"Defendemos o cessamento imediato do fluxo de armas para a Síria, que só tem agravado o drama humanitário, gerado mais mortes e mais refugiados. Esse é um problema que tem de ser equacionado. Sem dúvida, esperaríamos que o Conselho de Segurança pudesse se pôr de acordo para determinar a cessão desse fluxo", afirmou o chanceler, que acrescentou não haver negociações no conselho que tratem especificamente dessa questão armamentícia.

AS/abr