1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Brasil se torna maior exportador mundial de milho, mas deve perder posto

Relatório da FAO confirma exportações recordes brasileiras, mas prevê recuperação dos EUA, antes líder em vendas. Estudo diz que produção mundial de grãos baterá recorde, estabilizando a relação entre oferta e consumo.

Com a venda de 27 milhões de toneladas de milho ao exterior, o Brasil se tornou pela primeira vez, na safra 2012/2013, o maior exportador mundial do grão, mas deve perder o posto, no ano que vem, para os Estados Unidos, como aponta relatório divulgado nesta quinta-feira (13/06) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

A agência da ONU prevê que as exportações brasileiras de milho sofram uma queda até 2014 – de 27 para 23 milhões de toneladas – e que as vendas americanas atingirão 34 milhões de toneladas, 10 milhões acima da registrada na temporada atual.

“Em 2012/2013, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de milho”, diz o relatório da FAO. “Mas a recuperação nos estoques dos EUA deve elevar as exportações a até 34 milhões de toneladas.”

Em contrapartida, o Brasil deverá ser o primeiro na exportação de açúcar, sendo responsável pela metade do comércio mundial desse produto. A FAO ressalta, no entanto, que as operações estão ameaçadas pela deficitária infraestrutura do sistema de transporte e portuário no país.

"No Brasil, o alto custo persistente dos transportes continua pesando sobre o retorno dos agricultores, limitando possivelmente a área plantada e, dessa maneira, os ganhos da produção", afirma o texto.

A agência da ONU prevê também uma safra mundial recorde de grãos, incluindo o arroz, neste ano. Deverão ser produzidas mais de 2,46 bilhões de toneladas, o que representa um aumento de 6,5% em relação ao ano passado. O crescimento foi impulsionado, sobretudo, pela produção de trigo e milho.

Queda no preço do açúcar

No ano-safra 2013/2014, a relação entre oferta e demanda de grãos deve ficar estável. No período passado, houve uma diminuição na produção, o que ocasionou um aumento de preços. O consumo de cereais deve chegar a 2,4 bilhões de toneladas.

A expectativa é que as importações de alimentos movimentem mais de 1 trilhão de dólares até 2014, 13% a menos do que em 2011, ano recorde. O aumento dos preços de peixes e produtos de origem animal serão compensados pela baixa na maioria dos produtos básicos, principalmente o açúcar.

O preço do açúcar vem caindo desde novembro. Entre janeiro e abril, o valor foi 22% menor do que no mesmo período do ano passado. Segundo o relatório, a diminuição se deve ao anúncio de que o Brasil produzirá mais do que o esperado.

Essa queda foi repassada ao consumidor, inclusive em Brasil, China e Índia. O consumo mundial do açúcar deve aumentar de 24,3 quilos por pessoa no ano-safra 2011/2012 para 24,6 em 2012/2013.

"Nos países em desenvolvimento, a utilização do açúcar deve expandir em 2,6%, ou seja, 3,1 milhões de toneladas, ao total 121,8 milhões de toneladas, o equivalente a 70% do consumo global," diz o relatório

Segundo a organização, a produção mundial de soja baterá o recorde de 266 milhões de toneladas, 11 % a mais do que em 2011/2012. O Brasil aumentou a sua safra, e a expectativa é que o país venha pela primeira vez a exportar quase a mesma quantidade que os Estados Unidos, que teve uma queda na produção.

A FAO também apontou a tendência do aumento de 25% com relação à safra passada na produção de trigo no Brasil, totalizando 5,5 milhões de toneladas, valor considerado pela organização abaixo da média. O país é o segundo maior importador desse grão no mundo, e a expectativa para 2013 é a importação de 7,5 milhões de toneladas.

Com relação à carne, o país deve ter uma produção recorde de 9,5 milhões de toneladas, devido ao aumento da demanda internacional, às boas condições de pastagem e ao aperfeiçoamento das práticas de gestão da indústria. Esse crescimento deverá afetar a exportação desse produto, gerando um crescimento de 6%.

Leia mais