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Economia

Brasil só volta a crescer se resolver questão fiscal, diz Levy

Em Londres, ministro da Fazenda mostra otimismo na aprovação de um orçamento que deverá incluir cortes nas despesas públicas e aumento de impostos. Segundo ele, desemprego e inflação são sintomas do problema fiscal.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou nesta quinta-feira (29/10), em Londres, que o Brasil só voltará a crescer quando a questão fiscal for resolvida. Na capital britânica, Levy manifestou estar confiante num "consenso" no Congresso para aprovar um orçamento que deverá incluir cortes nas despesas públicas e aumento de impostos.

"Pouco a pouco, o consenso está sendo construído no Congresso. É preciso enfrentar os problemas na raiz. Estou confiante num bom orçamento e que a economia responderá", disse na capital britânica, onde se encontrou com o seu homólogo George Osborne.

Levy disse não saber em que prazo será concretizado o ajuste. "O problema fiscal ainda não foi tratado com a energia que deveria: muita gente no Congresso sabe disso", acrescentou. O governo aguarda a aprovação do orçamento de 2016 e das medidas fiscais que, segundo ele, permitirão a redução dos gastos públicos e a elevação da arrecadação tributária.

O ministro disse que uma proposta para a reforma do sistema de aposentadorias está em discussão, mas admitiu que será preciso elevar impostos e que deverão ser feitos cortes nas despesas públicas, por exemplo na previdência.

Ele considerou que a incerteza sobre o orçamento está travando a economia, sendo o aumento do desemprego e da inflação "sintomas de que o problema fiscal ainda não foi tratado".

Depois de dois dias de reuniões na capital britânica, o ministro declarou que o cenário de incertezas gera receio entre os investidores estrangeiros e brasileiros. Ele disse, porém, que, ao mesmo tempo em que trabalha para garantir uma política fiscal sólida, o governo tenta atrair investimentos em infraestrutura para ajudar "o país a se tornar mais eficiente, gerando empregos e incentivando a economia".

Levy citou a área de portos entre as que continuam a receber fortes investimentos privados. Acrescentou que o leilão das 29 usinas hidrelétricas com concessões vencidas, previsto para ocorrer em 25 de novembro, permitirá a geração de recursos sem a necessidade de aumentar impostos.

Na quarta-feira, o governo brasileiro revisou sua execução orçamental para 2015, prevendo um déficit para todo o setor público de 51,8 bilhões de reais, ou 0,9% do PIB, contra estimativa anterior de um excedente de 2,2 bilhões de reais.

Mesmo com todos os números negativos, Levy pediu otimismo aos brasileiros e afirmou que a torcida negativa não contribui para o crescimento do país. "O Brasil já superou muitos momentos de dúvida, muitas pessoas acreditavam que o Brasil não conseguiria pagar as dívidas, mas temos uma grande população, um grande mercado consumidor, empresas fortes. Precisamos criar um cenário em que as pessoas se sintam confiantes para avançar", afirmou.

Em Londres, o ministro brasileiro e seu colega britânico decidiram criar uma força-tarefa com o objetivo de ampliar as oportunidades de investimento nos dois países. Com o mesmo objetivo, o Brasil promoverá rodadas de negócios com investidores em Nova York, na próxima segunda-feira, em Frankfurt, na Alemanha, na quarta-feira, e novamente em Londres, na quinta-feira.

PV/lusa/abr

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