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Brasil

Brasil representado em Niederkaufungen

Três estrangeiros vivem na comunidade socialista localizada no centro da Alemanha. E apenas a professora universitária gaúcha Jacqueline Bernardi, 36 anos, é cidadã de um país não-europeu.

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Moradora da Kommune: Jacqueline Bernardi

Quem mora no exterior certamente já escutou a frase “brasileiro tem em todo o lugar”. Pois a máxima parece ser verdade: os três estrangeiros vivendo cercados de alemães na Kommune Niederkaufungen são um belga, um inglês e uma brasileira.

Jacqueline Bernardi era professora universitária no Brasil, tendo lecionado no Rio Grande do Sul e também no Paraná. Há quatro anos, veio para a Alemanha fazer um doutorado em Economia Solidária na Universidade de Kassel. A pesquisa acabou virando modo de vida, já que a economia em Niederkaufungen é coletiva.

Há um ano e meio, Jacqueline vive no núcleo socialista. A idéia era usar a experiência como pesquisa de campo de seu projeto de doutorado, mas a identificação foi grande e ela resolveu ficar. Morando em um dos apartamentos da comunidade, a doutoranda escreve a tese, trabalha na universidade e ajuda nas tarefas diárias da Kommune.

Pequenos choques culturais

Para Jacqueline, a vida na comunidade socialista é, no fim das contas, bastante democrática. Ela explica que o processo de tomada de decisões é transparente, assim como o uso do dinheiro coletado pelo grupo (o salário de Jacqueline cai diretamente na conta da comunidade). Todas as previsões de gastos, assim como as retiradas de caixa, são expostas em mural, para que todos dêem opiniões sobre o que deve ou não ser feito.

Kommune Fotos Fernando Scheller

Também em Niederkaufungen o silêncio é de ouro

Durante o jantar da comunidade, que acontece sempre das 18 às 19 horas, a professora universitária explicou que considera a vida em Niederkaufungen bastante confortável. “Temos tudo de que precisamos, mas sem grandes luxos”, explica.

Embora os moradores partilhem os mesmos ideais de Jacqueline, a convivência direta com os alemães dá sempre margem a pequenos choques culturais. “Eles valorizam muito o silêncio, querem se concentrar. No Brasil, isso não é tão importante. A gente faz as coisas com barulho mesmo”, exemplifica.

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