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Brasil

Brasil quer ter maior atuação nos esforços de paz no Oriente Médio

Peso econômico e relações amigáveis com as nações da região colocam o Brasil em posição única nas negociações de paz, argumenta ministro Antonio Patriota durante visita a Israel.

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, disse durante um encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres, que o Brasil poderia ter um papel maior nos esforços de paz no Oriente Médio.

Essa maior participação se justifica pela importância econômica do Brasil e pelo fato de o país manter "relações amigáveis com todos os membros das Nações Unidas" e não ter inimigos, argumentou o diplomata.

"Talvez estejamos numa posição única para ouvir todos os lados e participar dos esforços de paz", declarou Patriota no encontro com Peres neste domingo (14/10), em Jerusalém, segundo as agências de notícias internacionais.

"Não" a Ahmadinejad

Já o israelense disse ao brasileiro que o Brasil não deveria dialogar com o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad. "Esperamos que o Brasil boicote futuros encontros com Ahmadinejad", afirmou Peres em comunicado divulgado após a reunião.

Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com Ahmadinejad e ajudou a intermediar um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

"Quando nos encontramos em 2010, disse ao antigo presidente Lula que era um erro dialogar com Ahmadinejad, um líder que ameaça destruir um povo, que nega o Holocausto e que financia o terrorismo internacional", disse Peres a Patriota.

Patriota teria dito a Peres que participou da reunião com Ahmadinejad em Teerã e que Lula deixou claro que o Brasil se opõe à negação do Holocausto e acredita plenamente na paz e num Oriente Médio sem armas nucleares.

Israel, e grande parte da comunidade internacional, afirma que o programa nuclear do Irã tem o objetivo secreto de construir a bomba atômica, acusação que o governo em Teerã nega.

Patriota se reuniu também com o ministro do Exterior de Israel, Avigdor Lieberman [foto principal]. De Israel ele viajará a Ramallah, na Cisjordânia, para se reunir com autoridades palestinas nesta segunda-feira. Esta é a primeira visita de um diplomata brasileiro aos territórios palestinos desde que o Brasil reconheceu a Palestina como Estado, em dezembro de 2010.

AFN/lusa/afp/abr
Revisão: Alexandre Schossler

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