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Economia

Brasil quer exportar etanol para UE

Ministra das Minas e Energia espera compromisso dos países europeus para aumentar participação de biocombustíveis na matriz energética. Brasil e Alemanha assinam memorando de cooperação.

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Encontro da ministra Rousseff com Wieczorek Zeul em Bonn

"Espero uma deliberação no sentido de tornar mandatória e não apenas indicativa a participação de etanol na gasolina. Modificar padrões de comportamento dependem de determinados atos de vontade política. E seria um ato de vontade política evidenciado pelos governos da União Européia, ter um compromisso de atingir uma meta concreta na área de combustíveis verdes na matriz energética dos diferentes países europeus", declarou a ministra das Minas e Energia do Brasil, Dilma Vana Rousseff, em entrevista à DW-WORLD, na Conferência Internacional para Energias Renováveis em Bonn.

Rousseff aproveitou o segundo dia da Conferência de Bonn, dedicado aos mercados de energias renováveis, para tratar de assuntos bilaterais com o governo alemão. Com o ministro do Meio Ambiente, JürgenTrittin, assinou um memorando de entendimento entre Brasil e Alemanha para a "promoção de energias renováveis". Segundo a ministra brasileira, trata-se de uma cooperação estratégica tanto na área tecnológica quanto comercial.

"Com a mistura de etanol em 20 a 25% da gasolina consumida no país, o Brasil tem um dos programas mais ousados de participação das renováveis. Temos condições de exportar etanol a um terço do preço de qualquer competidor. Além disso, temos o carro flex fuel (bicombustível). Já a Alemanha tem experiência com energia eólica e fotovoltaica. Nós estamos comprando 1100 megawatts de energia eólica. Em troca, a Alemanha poderia ter uma participação no nosso programa do etanol", disse Roussef. Num encontro com a ministra para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, Rousseff sugeriu que a cooperação econômica entre Brasil e Alemanha no campo das energias renováveis comece exatamente pelo etanol e a biomassa.

Energia nuclear é irrelevante

Lembrando os 30 anos do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, a ministra declarou que a participação da energia nuclear na matriz energética brasileira é irrelevante (de apenas 2%). "Ela nunca teve para nós a relevância que alcançou nos países industrializados. O Brasil nunca a usou como fonte de energia básica", disse. Rousseff negou categoricamente que esteja buscando o apoio da Alemanha para concluir a usina nuclear de Angra III. "Não tratei desse assunto com nenhum ministro alemão. Essa questão está sendo analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética e não há qualquer decisão do governo a respeito de Angra III", disse.

Etanol, biomassa e vento

A ministra fez questão de ressaltar que 41% da energia consumida no Brasil é renovável, enquanto a média mundial é de apenas 14%. A maior parte das energias renováveis brasileiras (85%) é hidrelétrica. Além disso, "dependendo da safra de cana, 20 a 25% da gasolina brasileira recebe uma mistura de etanol, que hoje não precisa mais ser subsidiado, tal é o nível de produtividade atingido pela indústria", disse.

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