1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Brasil propõe preços diferenciados para medicamentos contra Aids

Paulo Teixeira, do Ministério de Saúde do Brasil, falou à Deutsche Welle em Barcelona, onde participa da 14ª Conferência Internacional sobre Aids.

default

O Brasil assinou em Barcelona um convênio com a Iniciativa Internacional para a Vacina contra Aids (IAVI). Em sua entrevista à Deutsche Welle, Paulo Teixeira acentuou que um dos objetivos do programa brasileiro nesse setor é desenvolver a capacidade tecnológica do país, deficiente como a de outros países em desenvolvimento, se comparada à dos países industrializados.

Deixou claro, porém, que a experiência coletada pelo Brasil em 20 anos de trabalho com a Aids é "indispensável para o avanço do estudo das vacinas". Trata-se, em suas palavras, de experiência nos setores clínico, epidemiológico e comportamental, cujo valor não deve ser subestimado.

Críticas à indústria farmacêutica — A resistência dos grandes laboratórios contra a produção de genéricos é, na opinião de Teixeira, contraproducente. A característica da indústria de genéricos, diz, é justamente colocar os medicamentos ao alcance de todos, depois que as grandes companhias tenham obtido todos os lucros a que tinham direito.

Dos 250 milhões de dólares que o Brasil aplica anualmente em medicamentos contra a Aids ao ano, 150 milhões de dólares vão para produtos fabricados pelos grandes da indústria farmacêutica.

Preços diferenciados — O coordenador do programa brasileiro da Aids não contesta a necessidade de os laboratórios terem retorno para os altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. Necessário — e esta é a proposta do Brasil à comunidade internacional — seria o estabelecimento de preços diferenciados.

A esperança de Teixeira é que os países em desenvolvimento cheguem a acordos que incluam as companhias farmacêuticas, governos, organismos internacionais e produtores de genéricos, no sentido de estabelecer preços acessíveis aos países que podem pagar e disponibilizar recursos para aqueles que não têm meios para a compra de medicamentos.

Ele defende que "as companhias têm que limitar suas ambições de lucros, têm que reconhecer que é uma nova era, e que os países precisam ter preços compatíveis com sua situação financeira".

MInistra alemã elogia o Brasil

Nesta quinta-feira (11), a ministra alemã da Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul rebateu acusações de que a Alemanha não faz esforços suficientes no combate à enfermidade. Na conferência de Barcelona ela lembrou que o governo alemão reserva por ano 300 milhões de euro para o combate à AIDS no mundo. Wiczorek anunciou que a Alemanha aumentará em 50 milhões de euros sua contribuição para o Fundo Global contra a AIDS, Malária e Tuberculose, fundado no ano passado por iniciativa do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Até agora, o governo alemão destinara 150 milhões para o fundo nos próximo cinco anos.

Em entrevista à Deutsche Welle, a ministra, que fala muito bem o espanhol, elogiou o programa brasileiro como sendo "excepcional". Talvez por isso mesmo a cooperação da Alemanha em programas de combate à AIDS está mais concentrada em países do Caribe.(lk)